Vereador Rubinho Nunes pede afastamento imediato do padre Júlio Lancellotti

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), autor do pedido de abertura da CPI das ONGs, vai pedir à Arquidiocese de São Paulo o “afastamento imediato” do padre Júlio Lancellotti, investigado por suspeita de assédio sexual. O parlamentar fez o anúncio em uma postagem no Twitter/X nesta terça-feira, 6.

“Um sujeito sendo investigado por abusos sexuais não pode continuar exercendo as funções como padre no curso da investigação”, escreveu o parlamentar de São Paulo. “Além de prejudicar a aferição da verdade, cria mácula à fé, aos cristãos e à Santa Igreja.”

Um sujeito sendo investigado por abusos sexuais não pode continuar exercendo as funções como Padre no curso da investigação.

Além de prejudicar a aferição da verdade, cria macula à fé, aos cristãos e à Santa Igreja.

Pedirei à Arquidiocesana o IMEDIATO afastamento de Júlio…

— Rubinho Nunes (@RubinhoNunes) February 6, 2024

Na segunda-feira 5, Oeste noticiou, com exclusividade, que a Arquidiocese de São Paulo não arquivou a denúncia de assédio sexual contra o padre. A igreja confirmou que a investigação foi iniciada em 22 de janeiro e está em andamento. Vereador Rubinho Nunes: ‘Pedirei à Arquidiocese o IMEDIATO afastamento de Júlio Lancellotti de suas funções’ | Foto: Wikimedia Commons/Bruno Wilker

O padre Júlio Lancellotti se manifestou sobre a investigação ainda na segunda-feira 5. Ele disse que as acusações são “completamente falsas, inverídicas” e que tem “plena fé que as apurações conduzidas pela Arquidiocese esclarecerão a verdade dos fatos”.

A arquidiocese começou a investigar o caso depois que Oeste publicou, em 20 de janeiro deste ano, uma reportagem sobre o laudo pericial que atestava a veracidade de um vídeo que mostra Lancellotti se masturbando para um menor de idade. O laudo é assinado por peritos. As imagens são de 2019.

Depois que a denúncia com o laudo chegou à Arquidiocese, circulou na imprensa o boato de que o caso tinha sido arquivado. Porém, o arquivamento mencionado pela imprensa referia-se à denúncia de 2020, e não à de 2024.

Entenda o caso que envolve o padre Júlio Lancellotti

Em 21 de janeiro, Oeste informou que a perícia de Reginaldo e Jacqueline ratificam a análise do perito Onias Tavares de Aguiar, realizada em 2020. A reportagem trouxe à superfície o fato de Reginaldo já ter sido contratado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Veja em outras ocasiões.

As denúncias movimentaram os bastidores da política. Em virtude da gravidade do caso, a Arquidiocese de São Paulo decidiu receber a denúncia contra Júlio Lancellotti.

Em 22 de janeiro, o vídeo e a perícia chegaram ao Ministério Público, à CNBB e ao Vaticano. Ainda não há informações sobre o andamento da denúncia nesses três órgãos.

Três dias depois, a reportagem trouxe a informação de que o cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, trabalha para blindar Júlio Lancellotti.

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo, inscreva-se agora.

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você concorda com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitar Mais informação

Política de Privacidade e Cookies

Descubra mais sobre Brasil em Pauta Notícias

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading