União Europeia critica ditadura da Venezuela por barrar candidatura de opositora de Maduro

O Parlamento Europeu condenou, nesta quinta-feira, 8, a decisão do Tribunal Superior de Justiça (TSJ) da Venezuela de barrar a candidatura de María Corina Machado à Presidência do país. Ela é a principal líder da oposição a Nicolás Maduro. 

Maria Corina usou as redes sociais para agradecer pelo apoio dos grupos políticos do Parlamento Europeu. “Queremos que Europa observe eleições limpas na Venezuela, e a resolução de hoje é um avanço”, escreveu a opositora de Maduro, no Twitter/X. 

O Parlamento Europeu afirmou, por meio de um comunicado, que a decisão do TSJ venezuelano, datada de 26 de janeiro, “não tem fundamento jurídico”.

Maria Corina venceu as primárias da oposição em outubro de 2023. Ela enfrentaria Maduro no pleito deste ano. A eleição presidencial na Venezuela ainda não tem data marcada. 

Os parlamentares que pertencem à Assembleia Legislativa da União Europeia também disseram que condenam “veementemente” as tentativas de impedir que outros políticos da oposição, como Henrique Capriles, exerçam cargos públicos.  

União Europeia pede para que países reforcem as sanções contra a ditadura da Venezuela

Os políticos europeus também pediram aos países que pertencem à União Europeia (UE) para que reforcem as punições contra o regime de Maduro.

União Europeia
O Parlamento Europeu disse, por meio de um comunicado, que a decisão do TSJ venezuelano, datada de 26 de janeiro, ‘não tem fundamento jurídico’ | Foto: Reprodução/Twitter/X

Eles solicitaram novas sanções contra os juízes do Supremo Tribunal da Venezuela. Além disso, os parlamentares pediram punições aos integrantes das forças de segurança do país que estão envolvidos em abusos sistemáticos contra opositores do governo. 

Depois da decisão do TSJ da Venezuela, os Estados Unidos retomaram as punições que haviam sido aliviadas em outubro de 2023.

À época, o governo norte-americano concordou em diminuir as sanções comerciais ao setor de petróleo, em troca de eleições presidenciais livres e monitoradas internacionalmente. 

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