Testemunha confirma denúncia de desvio de dinheiro envolvendo prefeito e secretário de Amarante

Em audiência realizada na manhã desta segunda-feira (05/02) na 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí, convocada para ouvir testemunhas de  acusação no processo que apura diversos crimes que teriam sido praticadas pela atual gestão de Amarante, o ex-vereador do município, Rudyfran Ferreira reafirmou todas as denúncias feitas, quando aconteceu a operação realizada pelo Ministério Público através do GAECO para apurar desvios de mais de 6 milhões de reais na Prefeitura.

A reportagem teve acesso ao depoimento da testemunha, que foi convocada pelo Ministério Público. No depoimento, ele reafirmou pontos abordados no processo que haviam sido observados nas prestações de contas de 2017, início do primeiro mandato do atual prefeito, Diego Teixeira.

O primeiro ponto abordado dá conta que nos meses iniciais da primeira gestão do prefeito foi realizado pagamento de combustível pela Secretaria Municipal de Educação, onde nas prestações de contas haviam notas de pagamento de gasolina pela referida secretaria sem que houvessem, naquele órgão, carros movidos por este tipo de combustível.

Outro ponto que chamou a atenção do depoente foram notas de uma empresa que comprava combustível para a prefeitura de Amarante, em um posto da cidade. E as notas faturadas pela empresa demonstraram haver um percentual a mais em 6 e 8% do valor vendido pelo posto. Durante o depoimento advogados de defesa chegaram a mostrar uma lista que carros que constam no processo para tentar justificar a quantidade de combustível utilizada; mas, de imediato, foram identificados pelo ex-vereador que alguns carros na lista haviam sido adquiridos bem depois do período das prestações de contas da prefeitura.

Secretário Adriano e o prefeito Diego (Foto: Reprodução)

ENTENDA A DENÚNCIA

O Ministério Público denunciou o que seria uma suposta “organização criminosa” existente no município de Amarante, que estaria sob o comando do advogado Marcos André Lima Ramos, responsável pelo Núcleo Operacional, e do prefeito Diego Teixeira, este responsável pelo Núcleo Político, com apoio operacional de servidores municipais e empresários”.

Diz trecho da denúncia: “As investigações relacionadas à ORCRIM são objetos de dois Procedimentos de Investigação Criminal, de números 07 e 08 de 2020. A denúncia segue amparada nos autos de prova do PIC 07-2020 com complemento de provas produzidas no PIC 08-2020 e que tem o mesmo objeto. O PIC 08-2020 não será encerrado nessa fase, já que há provas em fase de produção em relação a outros contratos e outros investigados, por atos não conexos com os constantes da presente denúncia, ou que, por necessidade de instrução, devam ser objeto de novo processo criminal”.

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