Temer sugere que eleições podem ter sido garantidas por decisões de Moraes

Em uma entrevista concedida à CNN Brasil na quinta-feira (8.fev.2024), o ex-presidente Michel Temer (MDB) expressou a possibilidade de que as eleições no Brasil não tivessem ocorrido caso não fossem as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Sem fornecer detalhes específicos, Temer afirmou que, diante da investigação da Polícia Federal sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, o pleito poderia ter enfrentado riscos. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está entre os investigados.

Temer destacou que o magistrado está “cumprindo a determinação legal” como ministro e que observa rigorosamente o texto constitucional. Ele indicou que Moraes tem desempenhado seu papel dentro dos limites legais estabelecidos.

“Devo dizer, com toda franqueza, e até os fatos estão confirmando, que se não fossem as decisões muito firmes e legalmente estabelecidas pelo Alexandre, não sei se teríamos tido eleições”, declarou Temer durante a entrevista.

O ex-presidente ressaltou que não possui conhecimento detalhado sobre os autos de investigação do caso e, portanto, não pode avaliar se houve algum exagero nas alegações. No entanto, ele observou que Moraes parece não ter ultrapassado os limites legais em suas decisões.

Temer também comentou sobre a investigação da PF, que, segundo ele, revelou uma tentativa malsucedida de golpe de Estado. Ele reconheceu a existência de uma “tentativa de ação” nos eventos de 8 de janeiro, mas sugeriu que não havia um plano completo elaborado por aqueles envolvidos.

Por fim, ao ser questionado sobre a possibilidade de prisão de Bolsonaro, Temer afirmou que, até o momento, não vê motivos suficientes para isso. Ele ressaltou que a perspectiva de prisão depende da concretização de certos fatos, os quais, se confirmados, serão analisados no futuro.

A entrevista de Temer ocorreu em meio à operação da PF autorizada por Alexandre de Moraes, que visou Bolsonaro, seus aliados e ex-membros de seu governo. A decisão do ministro foi embasada em alegações de que Bolsonaro teria redigido um decreto que solicitava a prisão de autoridades e convocava novas eleições.

Com informações do Poder 360.

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