Tamanho e estrutura do crânio influenciam na expectativa de vida de cachorros

Cientistas analisaram a longevidade de mais de 200 mil cachorros do Reino Unido, que já morreram. Segundo as conclusões da revista científica Scientific Reports, fatores como tamanho e estrutura do crânio possuem impacto significativo sobre a expectativa de vida dos cães. A publicação averiguou 155 raças diferentes.

De acordo com os resultados gerais, raças de pequeno porte e com focinho mais longo, ou dolicocefálicas, segundo especialistas, tendem a viver mais. Em média, 13,3 anos.

Já os animais de grande porte, principalmente os de focinho achatado, classificados como braquicefálicos, podem viver alguns anos a menos.

Cachorros de menor porte tendem a viver mais

cachorros longevidade | Cachorro da raça <em>jack-russell-terrier</em> está entre as melhores posições de longevidade, segundo a pesquisa | Foto: Reprodução/Pixabay
Cachorro da raça jack-russell-terrier está entre as melhores posições de longevidade, segundo a pesquisa | Foto: Reprodução/Pixabay

Para colher os dados dos mais de 200 mil cachorros que já morreram, dentro de quase 600 mil animais, o grupo usou registros de empresas veterinárias, universidades e companhias de seguro para pets, entre outros. A análise também considerou os animais mestiços, que resultam de cruzamentos recentes de cães com pedigree até vira-latas.

O que se concluiu é que os indivíduos de uma espécie com porte menor tendem a viver mais tempo que os maiores.

Das três primeiras posições no ranking de longevidade, duas contém subgrupos de tamanho pequeno, a exemplo do pinscher-miniatura e o jack-russell-terrier. Os únicos cães de porte grande em boa posição (4º lugar) são os mesocefálicos de focinho médio, grupo da raça akita.

Dos subtipos com pior colocação, quatro são braquicefálicos, isto é, cachorros de focinho do tipo “buldogue”. As raças de cães de focinho achatado e porte médio vivem apenas 9,4 anos, em média.

Isso porque, de acordo com a análise, a estrutura facial desses cães pode produzir estresse respiratório quando eles se exercitam ou estão expostos ao calor intenso, o que pode afetar também seu desempenho cardíaco. Eles também se sujeitam ao “espirro reverso”, no qual parecem engasgar, em razão do acúmulo de fluido ou poeira nas vias aéreas.

Apesar de haver a tese de que o cruzamento de animais geneticamente diferentes minimizaria problemas fisiológicos, o estudo apontou que, em média, os animais “de raça” viviam 12,7 anos, contra 12 anos no caso dos mestiços.

Entre os cachorros, as fêmeas são, em média, mais longevas que os machos. Elas vivem cerca de 12,7 anos contra 12,4 deles.

Kirsten McMillan, da ONG britânica Dogs Trust, foi a responsável pela análise, em parceria com pesquisadores da Universidade John Moores de Liverpool, do Reino Unido.

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