Rússia emite mandado de prisão contra a premiê da Estônia

A Rússia emitiu um mandado de prisão, nesta terça-feira, 13, em nome da primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas.

Taimar Peterkop, secretário de Estado de Kaja, e Simonas Kairys, ministro da Cultura da Lituânia, também estão na lista.

Conforme a agência de notícias russa Tass, a premiê é acusada de “destruir monumentos aos soldados soviéticos”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitro Peskov, afirmou que essas autoridades são acusadas de tomar decisões consideradas “insultuosas à história” e realizar ações hostis contra a memória.

O aviso do Ministério do Interior russo, publicado hoje, informou que a primeira-ministra estoniana é alvo de um “processo criminal” na Rússia, mas não detalha as acusações. 

Segundo o jornal The Moscow Times, Kallas foi incluída na lista depois de um discurso em apoio ao desmantelamento de um monumento soviético em Narva, cidade estoniana na fronteira com a Rússia.

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O monumento em questão é um tanque de guerra, símbolo da URSS, da qual a Estônia fez parte, e que o governo estoniano discutia remover. No momento da fala de Kallas, o secretário de Estado da Estónia, Taimar Peterkop, estava ao lado dela, o que o levou a também ser incluído na lista.

Tensão entre Rússia e países bálticos

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Vladimir Putin é o presidente da Rússia, país que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/Reprodução

As relações já tensas foram agravadas pelo conflito na Ucrânia, com os países bálticos apoiando ativamente Kiev contra as ações russas. A Rússia alegou há anos que os países bálticos se recusam a reconhecer que a União Soviética os libertou do nazismo.

“Os crimes cometidos contra a memória daqueles que libertaram o mundo do nazismo e do fascismo devem ser respondidos”, escreveu a porta-voz diplomática russa Maria Zakharova. “E isto é apenas o começo.”

Em seu perfil no Twitter/X, Kaja Kallas afirmou que a ação da Rússia “não é surpreendente” e reiterou seu apoio à Ucrânia.

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