Presidente da Autoridade Palestina pede que Hamas liberte reféns

Nesta quarta-feira, 14, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fez um apelo direto ao Hamas. Ele pediu para que o grupo terrorista chegue a um acordo de cessar-fogo com Israel, além de aceitar libertar os mais de cem reféns, que estão em Gaza desde os ataques de 7 de outubro.

Conforme o canal israelense i24News, Abbas enfatizou a necessidade de se chegar a um acordo para evitar mais deslocamentos e dificuldades ao povo palestino. Ele afirmou que isso precisa ocorrer antes que a operação das Forças de Defesa de Israel (FDI) se expanda à Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

“Chegou a hora de todas as partes assumirem a responsabilidade pelo fracasso do acordo até agora”, declarou Abbas.

O apelo ao grupo terrorista ocorre durante negociações entre Israel e o Hamas sobre um cessar-fogo e um acordo de reféns. As negociações entre as partes estão sendo lideradas pelo Egito, pelo Catar e pelos Estados Unidos.

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Apelação de Abbas ocorre durante negociações entre Israel e Hamas | Foto: Wikimedia Commons/U.S. Department of State

Hamas tem operação na ‘capital’ da União Europeia

A pressão até por parte da liderança da Autoridade Palestina ocorre em momento em que o Hamas surge no noticiário internacional, com a divulgação de notícia que opera em base da União Europeia.

O grupo terrorista estaria fazendo trabalho de angariação de dinheiro em Bruxelas, na Bélgica, conhecida como “capital da União Europeia”. A atuação ocorre com empresas e organizações de fachada.

A informação foi confirmada pelo ministro da Justiça da Bélgica Paul Van Tigchelt. A investigação começou com um inquérito realizado por um político local, mas agora o Hamas está no radar das autoridades belgas. O deputado Michael Freilich, do partido Nova Aliança Flamenga, enviou o inquérito e perguntou: “Como é possível que eles possam trabalhar na Bélgica?”.

Freilich disse que a resposta que recebeu das autoridades é que até agora se sabe que o “Hamas está ativo na Bélgica por meio de várias empresas”. As autoridades de segurança belgas identificaram um “foco no lobby e na angariação de fundos”.

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