Petrobras convoca para o fim de novembro assembleia-geral que pode mudar estatuto e liberar indicações políticas

O conselho de administração da Petrobras convocou os acionistas para uma assembleia-geral extraordinária. A reunião está marcada para ocorrer a partir das 14 horas de 30 de novembro.

Depois das polêmicas que fizeram as ações da estatal caírem na semana passada, a assembleia irá decidir sobre a execução de alterações no estatuto da companhia. Entre as sugestões de mudanças está a possibilidade de a petrolífera voltar a dar cargos a políticos e a apadrinhados de autoridades.

A Petrobras anunciou a data depois de investidores terem entrado com ação judicial contra a assembleia. Entretanto, a Justiça negou o pedido na última sexta-feira, 27. Dessa forma, o encontro do conselho administrativo segue programado para o fim de novembro.

Os acionistas da companhia podem participar da assembleia por meio do edital de convocação arquivado no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula o mercado de capitais no país. Apesar de ter o governo federal como principal acionista, a Petrobras é uma empresa de capital mista, com ativos sendo negociados diretamente na Bolsa de Valores do Brasil, a B3.

Assembleia-geral programada para novembro será sobre mudanças na remuneração aos acionistas e indicações políticas na Petrobras

Petrobras

A criação da reserva de remuneração do capital e a possibilidade de indicar administradores políticos estão entre as mudanças que serão votadas na assembleia-geral do conselho de administração da Petrobras.

Por parte dos investidores, há o receio de que essas mudanças ameacem o pagamento de dividendos. Além disso, eles acreditam que eventuais mudanças no estatuto poderão facilitar interferências do governo federal na gestão da companhia, que já tem o petista Jean Paul Prates como diretor-presidente.

No dia em que as sugestões de mudanças no estatuto foram apresentadas, na segunda-feira 23, as ações tiveram perdas de mais de 6%. A queda resultou em desvalorização de R$ 32,3 bilhões.

A Petrobras afirma que a possível criação da reserva não altera o formato de pagamento de dividendos atual.

O objetivo da criação da reserva de capital, segundo a direção da companhia, seria permitir que a administração avalie a “necessidade de assegurar recursos” para pagar dividendos, juros sobre o capital próprio e recompras de ações.

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