Onde vão ser os institutos federais de educação que devem ser construídos em São Paulo?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou, durante três discursos que realizou na sexta-feira 2, onde ficarão ao menos seis dos 12 novos institutos federais de educação que o governo pretende construir no Estado de São Paulo: Jardim Ângela (zona sul da capital), Cidade Tiradentes (zona leste da capital), Santos, São Vicente (ambos no litoral), Diadema e Mauá (região do ABC).

A construção de institutos federais está na lista de investimentos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Os institutos federais são voltados à educação profissional, científica e tecnológica. Cada unidade é constituída por uma rede de campus e um único instituto pode ser responsável pela administração de diversas unidades de ensino.

O anúncio da construção de novos institutos federais ocorre em meio a críticas à gestão Lula no repasse de recursos às unidades federais de ensino já existentes. Raiane Assumpção, reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, reclamou da falta de verba. “Temos esse espaço aberto para o diálogo”, disse. “No entanto, o orçamento para o funcionamento das universidades, para as obras e para a permanência estudantil está muito aquém do que é a nossa existência mínima enquanto universidade.”

Já a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) se queixa que tem hoje um orçamento comparável ao recebido em 2009. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que reúne todas as 69 universidades federais e dois centros federais de educação tecnológica, chegou a soltar nota pública para “expressar a sua indignação com o orçamento”. A reclamação é de que a Lei Orçamentária aprovada no Congresso Nacional prevê para 2024 um orçamento às universidades federais menor do que o de 2023.

Leia também: “A tragédia na educação”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 202 da Revista Oeste

Na sexta-feira, durante evento no Porto de Santos, Lula defendeu que as unidades tenham relação com as regiões. “É importante lembrar que esses institutos precisam ser utilizados para formar jovens, para desenvolver a economia local”, disse. “Qual é a aptidão da cidade de Santos? Esses jovens têm de estudar cursos que possam servir para aprimorar o crescimento econômico e o desenvolvimento tecnológico da cidade em que o instituto é criado.”

Também na sexta-feira, Lula foi a São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, e afirmou que Diadema e Mauá também vão receber institutos.

Já no fim do dia, durante um evento do PT na capital, o presidente revelou a intenção de construir unidades no Jardim Ângela e na Cidade Tiradentes. “A gente quer fazer os institutos federais não para a pessoa fazer doutorado”, salientou. “A gente quer que as pessoas aprendam uma boa profissão, sobretudo essa questão de software, que é uma coisa importante para formar gente para o mercado de trabalho.”

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