Netanyahu promete ‘vitória total’ contra o Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado, 2, que não permitirá que a Autoridade Palestina assuma o controle da Faixa de Gaza depois que Israel “remover a organização terrorista do poder”. O premiê prometeu continuar a guerra até que seja alcançada a “vitória total” sobre o Hamas.

A fala aconteceu durante uma coletiva de imprensa no quartel-general do exército, em Tel Aviv. Netanyahu acusou a Autoridade Palestina, com sede em Ramallah, de promover e financiar o terrorismo. O premiê israelense descreveu a criação da entidade política como “um terrível erro estabelecido sob acordos de Oslo”.

Segundo o premiê israelense, a Autoridade Palestina seria a responsável pelo fomento do ódio.

“A Autoridade Palestina paga a assassinos,” disse. “Educa seus filhos para odiar Israel e, para minha tristeza, para assassinar judeus. Ultimamente, para o desaparecimento do Estado de Israel.”

Sobre futuro de Gaza, Netanyahu vai na contramão de Biden

A opinião de Netanyahu vai na contramão da posição do presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, sobre o futuro de Gaza caso Israel vença a guerra contra o Hamas.

Biden e seu secretário de Estado, Antony Blinken, disseram que a Autoridade Palestina – que governa partes controladas pelos palestinos na Cisjordânia – deveria eventualmente voltar a governar a Faixa de Gaza.

Netanyahu reconheceu as diferenças com os EUA sobre o tema destacando que o governo norte-americano apoia “dois dos objetivos” do conflito, mas não todos:

“No final, esta é a nossa guerra”, disse. “Tentamos e muitas vezes conseguimos convencer nossos amigos americanos. Espero e acredito que será o caso no futuro.”

Netanyahu com os novos soldados convocados
Neste domingo, 3, Benjamin Netanyahu recebeu os novos soldados convocados para a guerra: ‘Vamos eliminar o Hamas – graças a vocês – os nossos heroicos lutadores’, disse | Foto: Reprodução/Instagram/Benjamin Netanyahu

Líderes mundiais Falam sobre o conflito Israel-Hamas na COP28

A coletiva de imprensa dada por Benjamin Netanyahu aconteceu em meio a uma série de questionamentos internacionais sobre o conflito  entre Israel e o Hamas.

Durante a COP28, a conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que está acontecendo nos Emirados Árabes, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que levaria “10 anos” para acabar completamente com o Hamas: “O que significa a destruição total do Hamas?”, perguntou.

O presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva também abordou o assunto durante sua passagem pelo Oriente Médio. Para o presidente do Brasil, Netanyahu é “extremista, de extrema-direita, sem sensibilidade com os problemas dos palestinos”.

Netanyahu manda aviso ao Hezbollah

Netanyahu prometeu “fazer tudo possível” para levar de volta os reféns para casa, em Israel. De acordo com as autoridades israelenses, 139 pessoas seguem em cativeiro sob o poder do Hamas – 119 homens, 17 mulheres e crianças.

O premiê aproveitou a ocasião para também mandar um recado ao Hezbollah. Ele afirmou que se o grupo terrorista libanês iniciar uma guerra ampla contra Israel, isso “resultará na destruição total do Líbano”.

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