Moraes converte prisão de Valdemar em preventiva

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resolveu converter em preventiva a prisão do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. A decisão contra o dirigente partidário se deu na noite desta sexta-feira, 9.

Com o parecer por parte de Moraes, Valdemar ficará detido por tempo indeterminado. Ex-deputado federal por São Paulo, o presidente do PL, partido que abriga o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo da Operação Tempus Veritatis. A ação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira, 8.

Inicialmente, Valdemar seria alvo apenas de mandado de busca e apreensão. No entanto, acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma (que estava em nome do filho dele e com registro vencido). Na residência dele, agentes da PF também apreenderam uma pedra de ouro.

A conversão em prisão preventiva é a segunda notícia negativa para o presidente do PL nesta sexta-feira. Mais cedo, ele passou por audiência de custódia, em Brasília. O Poder Judiciário definiu que o ex-parlamentar deverá permanecer encarcerado.

Advogado responsável pela defesa de Valdemar, Marcelo Bessa não se manifestou a respeito da decisão do STF. Na quinta, o PL usou seus canais nas redes sociais para sair em defesa de seu presidente.

“A defesa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirma que não há fato relevante algum [para a prisão]”, afirmou a legenda, mas em comunicado que não foi atribuído a nenhum profissional do Direito. “E que a pedra apreendida tem baixo valor e não configura delito segundo a própria jurisprudência.”

Valdemar e outros alvos da PF

Valdemar Costa Neto não foi o único aliado de Bolsonaro a ser alvo da Tempus Veritatis. Na operação, dois ex-assessores do ex-presidente da República foram detidos preventivamente: Filipe Martins e Marcelo Câmara.

Bolsonaro também entrou na mira da PF, a partir da decisão expedida por Moraes. O ex-chefe do Poder Executivo do país entregou o seu passaporte para as autoridades.

Ao todo, os agentes da PF saíram às ruas para cumprir quatro mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão. De acordo com a corporação, a ação visa investigar suposta “tentativa de golpe de Estado”.

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