Líder do Hamas admite: túneis em Gaza são para proteção dos terroristas

Um dos líderes do Hamas, Mousa Abu Marzouk disse que os túneis construídos pelos terroristas em Gaza são para protegerem o grupo, e não os civis palestinos locais.

“Esses túneis foram feitos para nos proteger (o Hamas) dos aviões”, disse Marzouk, em entrevista ao canal Russia Today, na última sexta-feira, 27. “Estamos lutando de dentro deles.”

Além disso, o líder terrorista atribuiu a responsabilidade de proteger os civis palestinos à Organização das Nações Unidas (ONU) e a Israel.

“Todos sabem que 75% das pessoas na faixa de Gaza são refugiados”, afirmou Marzouk. “Portanto, é responsabilidade da ONU protegê-los.”.

O líder terrorista disse que, “de acordo com a Convenção de Genebra, é responsabilidade da ocupação (Israel) fornecer a eles todos os serviços enquanto eles estiverem sob a ocupação”.

Ajuda financeira recebida pelo grupo terrorista e o líder do Hamas

Em 2005, Israel se retirou da Faixa de Gaza e, desde o ano seguinte, o território é controlado pelo Hamas.

O grupo terrorista já recebeu centenas de milhões de dólares em ajuda internacional. O Hamas, teve — e ainda tem — ajuda financeira de países aliados. São os casos, por exemplo, do Irã e do Catar.

Marzouk não vive em Gaza. De acordo com Israel, ele é um dos líderes do Hamas que têm uma vida de luxo no Catar.

Em vídeo publicado no último sábado, 28, o Estado judeu disse que o líder terrorista tem um patrimônio líquido de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões).

Um jornal alemão teria confirmado que a cúpula do Hamas construiu “um império financeiro”, enquanto boa parte da população da Faixa de Gaza vive na miséria.

Outro líder do Hamas está disposto a fazer “troca de reféns”

Outro líder do Hamas, Yahya Sinwar afirmou que a organização terrorista estaria disposta a libertar os 239 reféns levados para a Faixa de Gaza em troca da liberdade de todos os prisioneiros palestinos em Israel. As informações foram divulgadas na semana passada pelo canal Alarabiya News.

“Estamos prontos para realizar um acordo imediato de troca de prisioneiros que inclua a libertação de todos os prisioneiros palestinos das prisões israelenses em troca de todos os reféns”, disse Sinwar.

As autoridades israelenses informam que os terroristas sequestraram não apenas israelenses, mas também pessoas de outras 20 nacionalidades.

Estima-se que mais de 5 mil palestinos estavam nas prisões de Israel até 7 de outubro, quando terroristas do Hamas invadiram o território de Israel e, ao assassinar e sequestrar centenas de pessoas, deflagrou o conflito.

Nas últimas três semanas, cerca de 4 mil pessoas foram presas por envolvimento com o Hamas. Logo, a proposta de Sinwar seria libertar 239 reféns em troca de quase 10 mil prisioneiros palestinos.

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