Justiça do Trabalho determina reintegração de mais trabalhadores demitidos pela GM

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) decidiu na quarta-feira 1º que a General Motors (GM) deverá reintegrar também os funcionários que foram demitidos nas unidades de São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes.

Na última terça 31, a Justiça do Trabalho, por meio do TRT-15, já havia definido pela readmissão de cerca de 800 empregados demitidos dias antes da sua fábrica em São José dos Campos (SP).

A responsável pela decisão liminar (provisõria) nos casos de São Caetano e Mogi das Cruzes foi a desembargadora Sueli Tomé da Ponte. Ela considerou ilegais as demissões em massa. A magistrada argumenta que não houve negociação prévia com os sindicatos, algo obrigatório em demissões coletivas.

Ficou determinado ainda que a GM não realize novas demissões. A pena em caso de desobediência é de multa diária de R$ 1.000 por trabalhador. Conforme afirmou Miguel Torres, presidente da Força Sindical, à Folha de S. Paulo, a decisão coloca pressão sobre a empresa para que inicie negociações com os trabalhadores.

Queda nas vendas e exportações

veículos montadoras

Ocorridas no último dia 21, as demissões foram direcionadas a trabalhadores das unidades da montadora nas três cidades paulistas. Pela explicação da GM, que não informou com precisão o número de demitidos, o corte se deveu à queda nas vendas e exportações.

Em nota, conforme informou a Agência Brasil, a GM declarou que, antes das demissões, houve várias tentativas de lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho), férias coletivas, days off (dias de folga) e proposta de desligamento voluntário.

“Entendemos o impacto que essa decisão pode provocar na vida das pessoas, mas a adequação é necessária e permitirá que a companhia mantenha a agilidade de suas operações, garantindo a sustentabilidade para o futuro.”

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