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Israel mantém bloqueio da emissora Al Jazeera no país

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Tribunal de Israel mantém restrição à emissora Al Jazeera

O Ministério da Justiça de Israel anunciou que irá manter o bloqueio da emissora Al Jazeera por mais 35 dias. A decisão ocorreu na última quinta-feira, 13. A estatal do Qatar está inativa no país desde a primeira proibição, realizada em 5 de maio.

O governo de Israel acredita que as transmissões da Al Jazeera são uma ameaça à segurança da nação em decorrência da guerra contra o grupo terrorista Hamas. A emissora, contudo, alega não defender ou apoiar atos de terrorismo e que a restrição é “desproporcional”. 

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A audiência foi realizada na última terça-feira, 11, no Tribunal Distrital israelita de Tel Aviv-Jaffa. A sessão foi para aprovar as novas ordens emitidas pelo ministro das comunicações de Israel, Shlomo Karhi, de manter as restrições a Al Jazeera. 

O pedido inicial de bloqueio da emissora era de 45 dias, contudo, o tribunal israelense encurtou a validade para 35 dias. A Justiça de Israel entendeu que a Al Jazeera de fato prejudica a segurança nacional do país. 

“Quando se trata da continuação de um estado de guerra em que o Estado de Israel está sob discussão, e um canal de transmissão estrangeira cuja atividade no Estado de Israel é, sem dúvida, um verdadeiro golpe para a segurança”, apontou a decisão. 

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A Justiça entendeu que as instruções do ministro das Comunicações israelense “estão comprometidas com a realidade” e que visam a “proteger a segurança do Estado.” A deliberação também foi apoiada pela Associação Pelos Direitos Civis em Israel, definindo a decisão baseada “em uma lei de natureza procedente.”

A Al Jazeera é o veículo de comunicação com maior número de jornalistas na Faixa de Gaza para cobrir a guerra entre Israel e o Hamas. A emissora tem feito a cobertura da guerra no local. 

Mulher de Israel feita refémem apartamento de jornalista da Al Jazeera

A israelense Noa Argamani, 26 anos, resgatada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) no último sábado, 8, foi mantida em cativeiro pelo Hamas no apartamento de um repórter da emissora de notícias árabe Al Jazeera. As informações são da Open Source Intelligence Monitor (OSINT).

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De acordo com o relatório, Noa foi presa por Abdallah Aljamal, um fotojornalista, redator e editor da Al Jazeera e do Palestinian Chronicle. O segundo veículo informou que Aljamal foi um dos moradores de Gaza morto durante a operação resgate, que chamou de “massacre de Nuseirat”.

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A OSINT confirmou a morte do jornalista e de membros de sua família, que tentaram impedir a retirada de Noa do cativeiro. A vítima foi mantida em um apartamento separado e em um prédio diferente dos outros reféns resgatados por Israel, Andrey Kozlov, Shlomi Ziv e Almog Meir Jan.

Em uma publicação no Twitter/X, o governo de Israel se pronunciou sobre o caso. “Jornalista da Al Jazeera durante o dia, sequestrador à noite”, afirmou a publicação.

“De acordo com fontes em Gaza, Abdullah Al Jamal, que também serviu anteriormente como porta-voz do Ministério do Trabalho do Hamas, manteve Noa Argamani como refém em sua casa.”

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