Investigada da Lava Jato foi “perdoada” de atos de corrupção após negociar R$ 1 Milhão com ONG de deputado que traiu Bolsonaro

Agora o Brasil vai entender quem realmente implodiu a Operação Lava Jato por interesses próprios. Dizem que estão com Bolsonaro, mas ignoram o dia 25 de fevereiro. Usaram o capitão e depois o subjugaram. Paladino da justiça e defensor da moral na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual Fábio Oliveira (Podemos-PR) foi ao Rio de Janeiro para um encontro com a empresária Patrícia Tendrich Pires Coelho no auge da Operação Lava-Jato junto com integrantes da organização governamental formada pelo Coordenador da Força-Tarefa da Operação Lava Jato Deltan Dellagnol com o objetivo de discutir a captação de R$ 1 milhão para o Instituto MUDE, ONG ligado ao atual deputado Fábio Oliveira em 2016. As conversas do deputado com seus amigos foram amplamente divulgadas pela Imprensa e estão em poder da justiça.

Um grupo no telegram foi formado para discutir ações da organização e intencionalmente usaram de tráfico de influência com a insígnia do Ministério Público Federal para captar recursos, no entanto, um dos integrantes disse que a empresária chamada pelo grupo de “anjo”, tinha ligações estreitas com o empresário Eike Batista, potencial nome para ser investigado pela Operação Lava-Jato confome informações divulgadas amplamente pela Agência Pública de Notícias.

Em uma das conversas amplamente divulgadas pela Vaza Jato, Deltan Dellagnoll fala ao grupo: “Caramba. Essa viagem de ontem foi de Deus. Além dela, estava um deputado federal que se comprometeu a apoiar rs”, disse.

Um dos integrantes da ONG havia alertado o deputado Fábio e es demais no grupo. “Talvez vocês já tenham feito isso, mas sobre nossa investidora anjo, dei uma boa pesquisada sobre seu histórico e realmente ela parece ser uma grande empresária multimilionária e com grande trânsito com grandes empresários nacionais. Hoje ela é sócia de empresa de frotas de navios (Aasgard) e de mineração e portos (Mlog). Algumas coisas que me chamaram atenção: – sua empresa fornece navios para a Petrobras; – ela é ex-banco Opportunity (famoso Daniel Dantas) – ela foi ou é muito próxima do Eike Batista e também do André Esteves (BTG)”.

A tragédia era anunciada. Um membro do grupo enviou um link da revista Exame, mostrando que Eike tentou sacar US$ 100 milhões dos BTG, mas foi impedido por André Esteves. A reportagem dizia que Patrícia era apresentada como consultora de Eike.

Deltan consulta, então, seu colega Roberson Pozzobon, para que pesquise na base de dados da Lava Jato se haveria alguma menção à Patrícia Tendrich Pires Coelho.

Pozzobon encontrou referências a ela como representante de Eike Baptista, mas o acalmou. Seria muita “teoria da conspiração” achar que ela tivesse procurado Deltan para negociar qualquer coisa.

Mas, a Lei de Murphy, por óbvio ocorreu. O deputado estadual Fábio Oliveira e Deltan Dellagnoll ficaram em saia-justa porque como previsto por um de seus colegas de ONG, e empresário que havia prometido a doação milionária se tornou uma das principais investigadas em uma das fases da operação Lava-Jato, sob as lentes de Fábio e do amigo Dellagnoll.

O constrangimento de envolver a maior operação de combate a corrupção da história do Brasil com interesses privados fez com que os membros da ONG percebessem que tinham que se afastar da empresária. Tarde demais, pois estavam involucrados.

Dispositivo Antibolsonaro e o Bozo

O resultado trágico foi que o deputado Marcos Oliveira e seus companheiros de ONG, com objetivos privados implodiram aquela que poderia ser a maior operação de combate a corrupção da história do Brasil. A traição a Jair Bolsonaro por Fábio e seu grupo fica evidente quando chamam Bolsonaro de Bozo e junto com a ONG Tranaparencia Internacional tentaram criar um dispositivo antibolsonaro ainda nas eleições de 2018, conforme revelam as trocas de mensagens da Vaza Jato.



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