Inteligência aponta envolvimento de funcionários de agência da ONU com o ataque do Hamas a Israel

Ao menos 12 funcionários da agência de refugiados palestinos da Organização das Nações Unidas (ONU) estão envolvidos com o ataque do grupo terrorista Hamas de 7 de outubro em Israel, onde 1,2 mil pessoas foram mortas e 240 sequestradas.

Cerca de 10% de todo o pessoal da agência em Gaza tem ligações com grupos militantes islâmicos. As informações foram encontradas em relatórios de inteligência revisados pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal (WSJ).

De acordo com as investigações, seis funcionários da Agência de Assistência e Obras das Nações Unidas fizeram parte do ataque terrorista, o mais mortal contra judeus desde o Holocausto, segundo o dossiê de inteligência.

Famílias palestinas que perderam suas casas se abrigam em uma escola da Unrwa em Deir Al Balah, em dezembro de 2023 | Foto: Unrwa/Mohamed Hinnawi

Dois funcionários ajudaram a sequestrar israelenses. Outros dois foram rastreados até locais onde dezenas de civis israelenses foram baleados e mortos. E outros coordenaram a logística do ataque, inclusive a aquisição de armas.

Entre os 12 funcionários da agência de refugiados palestinos da ONU (Unrwa, na sigla inglesa) ligados aos ataques, sete eram professores do ensino fundamental, incluindo dois professores de matemática e dois de língua árabe. 

Os dados dos relatórios são baseados em rastreamento de celulares, interrogatórios de combatentes do Hamas capturados, documentos recuperados de terroristas mortos, relatos de um funcionário que descreveu inteligência de sinais, entre outros.

As informações faziam parte de um documento dado por Israel às Autoridades dos Estados Unidos, que levaram Washington e outros a suspender a ajuda à agência de refugiados palestinos da ONU.

Estimativas de inteligência compartilhadas entre os Estados Unidos e Israel concluem que cerca de 1,2 mil dos 12 mil funcionários da Unrwa em Gaza têm ligações com o Hamas ou com a Jihad Islâmica Palestina, e cerca de metade tem familiares próximos que pertencem aos grupos terroristas.

“O problema da Unrwa não são apenas ‘algumas maçãs podres’ envolvidas no massacre de 7 de Outubro”, disse um alto funcionário do governo de Israel ao jornal. “A instituição como um todo é um refúgio para a ideologia radical do Hamas.”

Depois que Israel respondeu aos ataques do Hamas, a agência de refugiados palestinos da ONU foi uma das vozes mais incisivas contra a defesa de Israel | Foto: Reprodução/Twitter/IDFSpokesperson

Além disso, proporcionalmente, há mais homens com ligações ao Hamas dentro da Unrwa do que em meio a população de Gaza: 23% dos funcionários homens da agência têm ligações com o Hamas, enquanto entre o povo de Gaza a média é de 15%.

Quase metade de todos os funcionários da Unrwa, cerca de 49%, têm parentes próximos com ligações oficiais com grupos terroristas, principalmente o Hamas, ainda de acordo com a inteligência. A maioria dos 30 mil funcionários da Unrwa em todo o Médio Oriente são palestinos.

Campo de refugiados Maghazi, em novembro de 2023 | Foto: Unrwa/Ashraf Amra

Depois que Israel respondeu aos ataques do Hamas, a agência de refugiados palestinos da ONU foi uma das vozes mais incisivas contra a defesa de Israel. A agência é o principal pilar das operações de transporte de ajuda humanitária, medicamentos e alimentos para Gaza. Mais de dez países suspenderam ajuda para a ONU em Gaza.

O Hamas desviou mais de 1 milhão de dólares em suprimentos da Unrwa desde 7 de outubro. O valor é equivalente a R$ 5 milhões. Isso inclui combustível e caminhões.

“A avaliação da inteligência alega que os agentes do Hamas estão tão profundamente enredados no empreendimento de entrega de ajuda da Unrwa que coordenam as transferências para a organização”, narra o WSJ.

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