Com o aumento do número de “finfluencers“, ou os influencers de finanças, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) elaborou um projeto que visa a regulamentar essa atividade. As regras começam a valer a partir de 13 de novembro.
A principal regra consiste na obrigatoriedade de o influenciador informar ao seu público que suas publicações patrocinadas são publicidades. Ele também deve mostrar quais são as instituições financeiras contratantes.
De acordo com o manual da Anbima, será validada somente a “menção verbal ou escrita na própria publicidade ou, ainda, a adição de hashtags, mencionando minimamente que se trata de publicidade e vinculando ao distribuidor (#parceria e #nomedainstituição)”.
Houve um grande crescimento no alcance dos influenciadores de finanças nos últimos anos. Os “finfluencers” totalizaram 515 no primeiro semestre de 2023 e a sua quantidade de seguidores aumentou 6%, cerca de 176,3 milhões.
Dentre os influencers mais relevantes de 2023 estão:
- Gustavo Cerbasi;
- Flávio Augusto ;
- O Primo Rico;
- Tiago Guitián Reis;
- Bruno Perini;
- Economista Sincero;
- Rafael Zattar;
- Cristiane Fensterseifer; e
- Carol Dias Riqueza Em Dias.
Instituições contratantes devem se responsabilizar por “veracidade de informações divulgadas”

A segunda regra é uma maior responsabilização das instituições contratantes pelos influencers e pelo conteúdo veiculado. O objetivo é assegurar a “veracidade das informações divulgadas em sua completude, de modo a não levar o investidor a erro”.
Também será necessário que haja uma garantia de que os “contratados possuam, caso aplicável, as devidas certificações necessárias” para abordar conteúdos de finanças ou investimentos que venham a abordar.
Caso não haja a certificação que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exige, não será permitido fazer recomendações de investimentos, mas tão somente fornecer explicações didáticas, sem mencionar ativos específicos.
A fim de controlar a fiscalização, as instituições deverão disponibilizar e atualizar a relação dos influenciadores contratados encaminhada à Anbima. Desta maneira, caso não sigam as regras, as empresas sofrerão penas corretivas.
Entretanto, a normativa não menciona as punições para aquelas companhias que descumprirem as regras.