Governo Lula reformula estratégia de negociação com o Congresso ao retornar das férias parlamentares; Veja nomes escalados

Com a expectativa de um ambiente tenso no retorno das atividades do Congresso nesta segunda-feira, o governo brasileiro adota uma estratégia revisada para contornar a insatisfação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais). A nova abordagem inclui uma interação mais direta com líderes partidários, intensificando a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na articulação e envolvendo membros da Esplanada que mantiveram distância das negociações no ano passado, como Rui Costa (Casa Civil) e Simone Tebet (Planejamento).

A avaliação de um assessor do Planalto destaca que o retorno do Legislativo costuma ser tenso, pois a máquina de liberação de recursos geralmente está parada. A situação é agravada pelo desgaste entre Lira e Padilha, decorrente da insatisfação do parlamentar com as regras de liberação de recursos da Saúde. Outros fatores contribuem para a tensão, como os vetos a emendas de comissão no Orçamento, a MP da reoneração da folha e as operações da Polícia Federal que envolvem deputados da oposição.

Os governistas afirmam estar dispostos a discutir temas como desoneração e vetos ao Orçamento, bem como a sucessão das presidências da Câmara e do Senado no próximo ano.

O ex-presidente Lula mostra sinais de uma postura mais ativa e planeja se reunir com Lira esta semana. Além disso, outros ministros foram escalados para participar das negociações com o Congresso, como Rui Costa, encarregado de dialogar com Lira, e Simone Tebet, envolvida nas discussões sobre os vetos a emendas.

A ministra Tebet busca costurar um acordo para manter ao menos parte do corte de R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão, cujo veto irritou parlamentares do MDB. O governo, além de negociar os vetos, tem como meta aprovar, no primeiro semestre, a segunda fase da Reforma Tributária, que aborda a cobrança de impostos sobre renda e patrimônio. Entre as propostas estão o fim da isenção de tributação sobre lucros e dividendos e mudanças nas regras do imposto de renda. O governo também planeja apresentar projetos detalhados sobre as novas cobranças e definir a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Com informações do O Globo.

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