Geração de empregos com carteira assinada cai 26,3% em 2023

A geração de empregos com carteira assinada no Brasil caiu 26,3% em 2023, segundo os dados apresentados nesta terça-feira, 30, pelo Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged)
do Ministério do Trabalho.

Ao longo do ano passado, o Brasil criou 1.483.598 postos de trabalho com carteira assinada, contra os 2.013.261 entre janeiro e dezembro de 2022.

Desde janeiro até dezembro do ano passado foram registradas 23.257.812 admissões e 21.774.214 desligamentos.

Os números do Caged consideram somente os trabalhadores com carteira assinada, sem incluir os trabalhadores informais.

Caged contraria fala do ministro do Trabalho sobre geração de empregos

Os números do Caged contradizem também as falas do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que chegou a anunciar que o Brasil fecharia 2023 com 1,8 milhão de vagas criadas.

O resultado negativo de dezembro, com um número maior de demissões do que contratações, puxou para baixo o resultado. O saldo negativo foi de 430.159 postos criados, com 1.502.563 admissões e 1.932.722 desligamentos.

O último mês do ano apresenta tradicionalmente um dado negativo para o emprego formal por causa do desligamento dos empregados temporários no final do ano.

Setor de serviços sustenta geração de empregos no Brasil

O setor de serviços foi o que mais registrou uma geração de empregos com carteira assinada em 2023.

Os subsetores que mais contrataram foram:

  • informação
  • comunicação
  • financeiro
  • imobiliário
  • atividades administrativas
  • serviço público
  • educação e saúde

O setor de comércio registrou a segunda maior alta entre todos os setores econômicos, com a geração de 276.528 empregos com carteira assinada.

Em particular, o setor varejista, supermercados, minimercado e venda de combustíveis para veículos foram os que mais geraram empregos.

São Paulo foi o estado que registrou a maior geração de empregos, com 290.719 postos de trabalho criados em 2023.

Segundo os dados divulgados pelo Caged, em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 160.680 postos, e Minas Gerais, que teve 140.836 novos empregos criados.

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