EXCLUSIVO: Vítima de Diógenes Frazão expõe ameaças e teme por sua vida; delegado recebe mais denúncias

Diógenes Frazão Carvalho, professor de Marketing e que dá aulas em faculdade de Teresina garantindo ter um doutorado, está preso, desde o dia 9 de fevereiro passado, em uma penitenciária de Teresina por determinação da Justiça após descumprir uma medida protetiva.

Ele responde um processo por violência doméstica contra uma ex-namorada. Caiu na Lei Maria da Penha. Agentes da Polícia Civil da Diretoria Especializada em Operações Policiais levaram Diógenes Frazão em mandado de prisão expedido pela 2ª Vara da Justiça do Tribunal de Justiça do Piauí.

Diógenes Frazão, desde então, cumpre prisão preventiva. A prisão foi efetuada por Policiais Civis da DEOP, sob o comando do delegado Tales Gomes, em apoio à Diretoria de Proteção às Mulheres e Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Piauí. O delegado, a propósito, tem recebido várias mensagens de outras mulheres que disseram ter sido vítimas do mesmo homem.

Após a matéria divulgada aqui no OitoMeia, algumas mulheres entraram em contato com a equipe de redação do portal. Elas, além de terem contato com a Polícia pedindo que mantenham Diógenes Frazão Carvalho preso por mais tempo, informaram que foram ameaçadas por ele e que a maneira como se relacionou com todas foi muito semelhante e em alguns casos com diversas ameaças. Diógenes Frazão em registro no dia em que foi preso (Foto: Divulgação / Ascom Polícia Civil do Piauí)

A VÍTIMA

Uma de suas vítimas, justamente a ex-namorada que entrou com um processo da Lei Maria da Penha -e, como se vê, teve êxito-, disse temer pela própria vida. Ela aceitou falar com a reportagem do OitoMeia e apresentou algumas provas de que foi ameaçada por Diógenes Frazão Carvalho. Claro, sem ter seu nome citado e sem que fosse exposto o seu rosto, em fotos ou vídeos. Prins, áudios, vídeos e fotos foram entregues à Polícia.

“Eu decidi falar porque o que esse homem fez comigo, ele já tinha feito com outras mulheres e poderá fazer com outras no futuro. Além disso, espero que ele fique por mais tempo preso, porque com ele solto, não sei o que será capaz de fazer, já que já vinha fazendo o que fez. Ele invadiu a casa da minha mãe, uma idosa de mais de 70 anos, quebrou o portão e disse que estava atrás de mim para me matar. Eu desde que me livrei dele ando escondida, não durmo mais em casa. E ele seguiu me ameaçando, até o dia em que foi preso”, afirmou a vítima.

Troca de mensagens com ameaças, segundo vítima mostrou ao OitoMeia (Fotos: Reprodução redes sociais)

CARCERE PRIVADO E INVASÃO

Ela explicou que havia entrado com um pedido de medida protetiva desde quando encerram o namoro, ainda em janeiro, mas ainda não havia tido um resultado positivo devido o recesso do judiciário. Quando saiu, a Polícia já esperava para que fosse dado cumprimento. A vítima contou ao OitoMeia o que a fez entrar com esta denúncia, inclusive mostrando todas as provas à Polícia e registrando que ele foi atrás dela na casa de sua mãe, que era onde ela escondia seu carro, além de já ter trancado ela dentro do quarto, como cárcere privado.

“Do mesmo jeito que ele fez comigo eu descobri que ele fez com outra ex-namorada em 2018. A diferença é que com ela, ele (Diógenes Frazão) a agrediu ainda mais, e por mais vezes. Só que comigo eu pedi ajuda. Primeiro que ele já me deixou trancada, como cárcere privado, dentro do quarto. Não deixava sair. Eu fraca, com fome, pedi ajuda a um familiar que é Policial. E tiveram de arrombar a porta para me soltar. Larguei ele e ele ficou me perseguindo, até que um dia viu meu carro na casa da minha mãe e foi lá para me ameaçar. Aí eu decidi denunciar. Ele mexeu com minha mãe, uma idosa. Que a justiça seja feita agora e que todas as mulheres que esse mostro maltratou estejam aliviadas”, disse.

DELEGADO CONFIRMA: MAIS MULHERES DENUNCIARAM

A vítima disse que sabe que ao expor essas ameaças, quem conheceu ela ao lado dele, saberá que estará se expondo. Mas o intuito dela é desvendar quem é, de fato, Diógenes Frazão. Segundo ela, por ser um “rapaz bonito”, de “fala mansa”, com sotaque de fora do Piauí (ele é paulista), consegue enganar e convencer muitas pessoas. Além disso, ela pretende encorajar outras mulheres vítimas dele a fazerem o mesmo. “Eu espero que tenham a mesma coragem que eu tive. E eu vou até o fim. Foi Deus que me livrou da morte na mão desse mostro com carinha de anjo”, ressaltou. Ela disse que chegou a fazer uma espécie de “investigação” dele, para saber com quem tinha se metido. “Eu descobri que ele nem tem esses cursos todos que apresenta. Descobri coisas da família dele, fora do Piauí. E falei com a ex-namorada dele, de 2018, que me contou que por pouco ele não tira a vida dela. Negócio dele é chamar as mulheres de vagabunda. Se relaciona, entra na nossa vida, no nosso apartamento, anda no nosso carro… eu pagava coisas para ele.. olha que absurdo… depois que a gente não quer mais, ele sai atrás… e ameaça. Esse é o modus operandi dele”.

O delegado Thales Gomes, que comanda o Departamento de Operações Especiais (DEOP), juntamente com sua equipe, prenderam Diógenes Frazão. Ele deu apoio à Diretoria de Proteção às Mulheres e Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Piauí. Ele informou que a diretora é a delegada Bruna Fontenele. Até o fechamento desta matéria a delegada não havia retornado as ligações feitas e sequer respondeu as mensagens de Whatsapp. O delegado Thales, contudo, falou à reportagem. Ele deixou o contato 86 99991-0455 para que outras vítimas entrem em contato. Desde então, não para de receber denúncias de outras mulheres e outras pessoas que dizem ter sido vítimas de Diógenes Frazão. “São vários boletins de ocorrência já registrados e depois que deixamos o contato a disposição, são várias mulheres denunciando. Eu marquei para esta quinta-feira com algumas delas para que fosse explicado que procedimento deverão tomar. Mas vale ressaltar que os encaminhamentos serão repassados para a Diretoria de Proteção às Mulheres da Polícia Civil”, destacou o delegado.

Delegado Tales se coloca a disposição e mostra números de BOs contra Diógenes e os vários contatos de vítimas (Fotos: Reprodução)
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