Ex-refém do Hamas faz duro discurso e Parlamento ouve gravação do aterrorizante sequestro; VEJA VÍDEO

Em novembro de 2023, Mia Regev, trajando moletom e calça, deixou o local de sua libertação, dirigindo-se à ambulância da Cruz Vermelha com o auxílio de muletas. Seu pé esquerdo encontrava-se enfaixado e com pinos, resultado de um tiro na perna e de uma intervenção cirúrgica realizada pelo grupo terrorista que reconectou seus pés de forma invertida.

A celebração da sua libertação foi contida por sua família, uma vez que seu irmão permanecia como refém dos terroristas em Gaza. Itay, o irmão mais novo de Mia, foi libertado posteriormente, após ser alvejado no quadril e submetido a uma operação pelo Hamas enquanto ainda estava plenamente consciente, como uma forma de tortura.

Ambos foram vítimas do ataque terrorista do Hamas durante o festival de música Supernova em 7 de outubro. Mia Regev, junto com o irmão, compareceu ao Parlamento do Estado de Israel em 5 de março, participando de uma conferência para marcar o Dia Internacional das Mulheres. Durante seu discurso, Mia apresentou ao Parlamento a transcrição do áudio do momento do seu sequestro.

“Em 7 de outubro, Itay, meu irmão mais novo e Omer Shem Tov, um dos meus melhores amigos, Ori Danino, eu e um pouco mais de 220 civis e soldados fomos levados a Gaza pelos assassinos. Desde então passaram 151 dias e restam ainda lá 134 reféns e restos mortais. Meu irmão Itay e eu fomos liberados no contexto do último acordo de trégua. No momento do rapto, eu estava no telefone conversando com meu pai. Eu vou fazer vocês ouvirem o registro e voltarei a isso depois. Eu espero que vocês consigam escutar”.

Áudio da ligação telefônica de Mia para o seu pai:

Mia: Papai

Pai de mia: Tá tudo bem?
(Mia grita)

-Papai! Estou levando um tiiiiiro!
– Onde você está?
(Mia está em choque e não consegue conversar mais com seu pai)
– Onde você está. Envie-me uma localização. Esconda-se!
– Eu não consigo sair daqui!
– Eu vou até você. Envie-me uma localização
(Gritos)
– Eu preciso de uma localização, meu Deus!!”

Enquanto se recuperava no hospital, após ter sido mantida em cativeiro pelo Hamas durante 50 dias, Mia já havia dado algumas declarações para a imprensa: “No primeiro dia arrancaram a minha roupa. Tiraram a minha roupa, tiraram o brinco das minha orelhas. Tiraram o meu nome, tiraram tudo de mim. Antes de eu voltar pra casa disseram-me que ninguém queria saber de mim e que eu ia morrer em Gaza”, declarou a ex-refém

Com informações de O Antagonista

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