EUA derrubam míssil Houthi no Mar Vermelho

O Comando Central Militar dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira, 30, que o contratorpedeiro USS Gravely derrubou no Mar Vermelho um míssil de cruzeiro antinavio lançado do Iêmen pelo Houthi, grupo terrorista apoiado pelo Irã. Os militares norte-americanos afirmaram que não houve feridos nem danos a embarcações no ataque.

Horas depois do anúncio, os houthis assumiram ter lançado vários mísseis contra o navio de guerra norte-americano na região e que planejavam continuar mirando em embarcações dos EUA e do Reino Unido.

O porta-voz do Pentágono, general Pat Ryder, disse em coletiva de imprensa que os EUA agiram “para proteger o transporte marítimo internacional e os marinheiros que transitam pelo Mar Vermelho”.

Navio dos EUA
O USS Gravely da Marinha dos EUA está em operação desde 2010 e possui sistemas de mísseis, sistemas de defesa aérea, além de capacidade antissubmarino |Foto: Reprodução/@WeNewsEnglish

Houthi e os ataques no Mar Vermelho

O grupo terrorista Houthi já realizou mais de 30 ataques com mísseis e drones no Mar Vermelho desde meados de novembro de 2023. Essas ofensivas causaram grandes interrupções no transporte marítimo comercial nessa região, uma via navegável crucial.

Como resultado, muitas empresas modificaram suas operações, optando por rotas mais longas e caras ao contornar a África, em vez de utilizar a conexão direta entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo.

Os terroristas alegam que o objetivo dos ataques aéreos é impedir que navios comerciais cheguem a Israel.

União Europeia terá missão naval no Mar Vermelho

A União Europeia (UE) está considerando lançar sua própria missão naval para proteger o Mar Vermelho de ataques terroristas.

O chefe de política externa da UE, Josep Borrell, disse em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 31, que a iniciativa poderá ser lançada nas próximas semanas e terá como foco bloquear os ataques Houthi “e não tomar qualquer ação direta contra os houthis”.

Borrell explicou que a missão naval da UE surge em resposta ao pedido das empresas europeias para evitar os altos custos que têm ao desviar os navios ao redor da África.

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