EUA advertem Venezuela que referendo não resolve com Guiana

Os Estados Unidos avisaram nesta segunda-feira, 4, a Venezuela que não pode resolver sua disputa territorial com a Guiana sobre a região de Essequibo com um referendo.

O governo norte-americano também pediu à ditadura de Nicolas Maduro que respeite as fronteiras atuais até que haja um acordo definitivo.

“Pedimos a Venezuela e Guiana que continuem a buscar uma solução pacífica para sua disputa. Isso não é algo que possa ser resolvido por meio de um referendo”, declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, em entrevista coletiva.

Segundo ele, o governo dos Estados Unidos apoia o respeito à fronteira estabelecida em 1899 entre os dois países “até que haja um acordo entre as duas partes ou que um órgão competente decida a questão”.

Referendo da Venezuela sobre parte da Guiana

Na consulta popular que foi marcada por baixo comparecimento no domingo 3, a maioria dos eleitores votou pela anexação do território de Essequibo, de quase 160 mil quilômetros quadrados em disputa com a Guiana.

Nas redes sociais, Maduro afirmou nesta segunda-feira, 3, que seu país iniciou uma “nova etapa histórica para lutar por Essequibo e recuperar o território deixado pelos libertadores”.

Porém, o ditador não detalhou as ações que serão tomadas para alcançar esse objetivo.

Nicolás Maduro
O referendo foi proposto pela Assembleia Nacional da Venezuela, aprovado pelo Conselho Nacional Eleitoral e liberado pelo Supremo Tribunal de Justiça, todos controlados por partidários de Maduro | Foto: Reprodução/Twitter/X

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Disputa

A Venezuela reivindica a região, que equivale a dois terços de todo o território da Guiana.

A área é rica em petróleo e tem depósitos de carvão e pedras preciosas, além de ser uma reserva importante de flora e fauna.

As disputas pelo território começaram com o Laudo Arbitral de Paris, de 3 de outubro de 1899, que concedeu a soberania do território à então Guiana Britânica.

A Venezuela denunciou a decisão às Nações Unidas em 1962. Desde então, mesmo depois de um acordo para uma solução negociada fechado em 1966, a disputa continua.

+ Confira: Presidente da Guiana tenta tranquilizar a população diante do risco de invasão da Venezuela

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