Essa MUDANÇA no INSS está preocupando os brasileiros

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A despeito do progressão tecnológico, nem todo caminho de modernização tem resultado somente em benefícios. Há um exemplo muito emblemático acontecendo no contexto do INSS. Uma instrumento que prometia facilitar, a automação, vem apresentando resultados muito menos otimistas do que o esperado. De contrato com uma auditoria realizada pela Controladoria-Universal da União, o processo de automação das análises de requerimentos de benefícios, implementado no ano de 2022 pelo INSS, colheu números de indeferimentos cada vez maiores.

Para se ter uma teoria, o percentual de indeferimentos saltou de 41% em 2021 para 65% em 2023. Trata-se do maior percentual registrado desde 2006. E não se trata somente de uma questão de números. Nascente aumento também tem contribuído para indeferimentos indevidos ou injustos, provocando um ciclo prejudicial na prestação de serviços previdenciários.

A automação do INSS está realmente agilizando os processos previdenciários?

Para a CGU, a resposta é um retumbante não. A expectativa era que a automação ajudasse a desafogar a fileira de demandas previdenciárias. No entanto, ao se deparar com uma negativa indevida, cidadãos têm que adentrar novamente à fileira do INSS para buscar seus direitos. Aliás, uma estudo malfeita resulta em retrabalho, recorrência ao CRPS (Juízo de Recursos da Previdência Social) ou mesmo a ingresso na justiça para prometer o mercê rejeitado administrativamente.

Qual é o principal problema no INSS moderno indigitado pela CGU?

Para a Controladoria-Universal da União, a raiz do problema está na falta de estudo de risco e planejamento do INSS. Desde 2017, quando iniciou a automação na estudo de benefícios, o INSS tenta aprender com os erros e acertos desta implementação. No entanto, a complicação da estudo previdenciária, que envolve a reparo de uma série de normas, estudo de documentos e mourejar com inconsistências de dados, muitas vezes exige a indispensável presença humana.

O INSS precisa aprimorar sua metodologia para diminuir esse cimo índice de indeferimentos. Aliás, a contratação de novos servidores se faz necessária para facilitar no processo de automação e na atualização manual do Cadastro Pátrio de Informações Sociais (Cnis). O país conta hoje com 19.510 servidores ativo no INSS, menos da metade do que havia em 2013.

Toda essa situação têm prejudicado enormemente o cidadão que procura o seu mercê previdenciário. A estatística atual demonstra que os segurados têm 65% de chance de verem seus pedidos se transformarem em um “não”. Isso precisa ser combatido para que o serviço público previdenciário seja mais justo e eficiente. Espera-se que as modernizações tragam mais benefícios do que prejuízos aos cidadãos.

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