Ditadura na Venezuela: ‘As sanções e a violência não vão nos deter’

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, começou a adotar um tom desafiador contra os Estados Unidos, depois de o país norte-americano retomar as sanções a Caracas.

“Nem as sanções, nem a violência serão capazes de nos deter”, declarou Maduro, durante a abertura do novo mandato do Tribunal Superior na Venezuela, em Caracas, na quarta-feira 31.

O tribunal do país aprovou uma medida que proíbe o bloqueio da candidatura da principal líder da oposição nas eleições presidenciais. No entanto, Maduro declarou que haverá eleições presidenciais neste ano.

A opositora em questão, María Corina Machado, eleita por ampla maioria em outubro como candidata de unidade da oposição, havia sido desqualificada em junho de 2023 pela Controladoria-Geral da Venezuela para concorrer a cargos eletivos durante 15 anos. Ela é ex-deputada do país

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Foto oficial da ex-deputada e líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado | Foto: Reprodução/Instagram/María Corina

Na apresentação, o ditador rejeitou os comentários do presidente do Equador, Daniel Noboa, que negou reconhecer os resultados das eleições presidenciais da Venezuela. Maduro disse para Noboa “cuidar do seu país”.

Sanção dos Estados Unidos sobre a Venezuela de Maduro

O governo dos EUA havia retomado as sanções à Venezuela quando o tribunal do país desqualificou a candidata presidencial da oposição. No entanto, na terça-feira, o país aliviou a medida, com o reconhecimento de um acordo para as eleições deste ano.

De acordo com o canal CNN Brasil, esse alívio estava condicionado à libertação de certos prisioneiros ligados à oposição e aos EUA pelo governo de Maduro. O processo também envolve a realização de progressos na remoção das proibições a diversas figuras da oposição.

As primeiras medidas afetam o setor de mineração. Conforme um comunicado do Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA, qualquer empresa do país que negociar com a estatal venezuelana Minerven, deve “encerrar transações” com a companhia em até 13 de fevereiro.

O governo norte-americano tomou a decisão depois de avisar a Caracas de que o relaxamento das sanções poderia ser revertido.

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