Diretor da OMS apela feio: Ele culpa aquecimento global por explosão de casos de dengue no Brasil

Em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, culpou o aquecimento global pelo alto número de casos de dengue no Brasil.

Ambos discutiram, na segunda-feira 5, uma parceria para a produção de vacinas brasileiras contra a dengue. Os imunizantes seriam tanto do Instituto Butantan quanto da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para Adhanom, o Brasil pode ser um fornecedor do fármaco.

O Ministério da Saúde informou que o país tem 345 mil casos suspeitos de dengue. De acordo com a pasta, foram 36 mortes pela doença. Outras 234 estão sob investigação.

No encontro, que aconteceu no Palácio do Planalto, estavam presentes a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e o assessor especial da Presidência, Celso Amorim.

Nesta quarta-feira, Adhanom participou junto de Nísia Trindade do lançamento do programa “Brasil Saudável — Unir para Cuidar”. A iniciativa tem como objetivo a eliminação e o controle de doenças e infecções “socialmente determinadas” até 2030.

Somos o primeiro país a lançar um programa integrado para eliminar e controlar 14 doenças e infecções socialmente determinadas, como malária, tuberculose e HIV/Aids. Doenças negligenciadas significam pessoas negligenciadas. Para um #BrasilSaudável, devemos #UnirParaCuidar. (+) pic.twitter.com/9VBQl2fKc6

— Nísia Trindade Lima (@nisia_trindade) February 7, 2024

Alguns exemplos dessas doenças são a tuberculose, a hanseníase, o HIV/Aids, entre outras que afetariam os grupos populacionais mais vulneráveis.

Nísia diz que vacina para a dengue não é instrumento mágico e descarta emergência

Nísia Trindade disse, nesta quarta-feira, 7, que “não faz sentido uma emergência nacional” agora, mesmo em meio ao aumento de mortes e contaminações por dengue. Ela ainda completou que a vacina não é um “instrumento mágico”.

“Neste momento, a nossa mensagem principal é prevenir e cuidar”, disse Nísia, em entrevista coletiva, depois do evento de lançamento do programa “Brasil Saudável — Unir para Cuidar”.

No ano passado, o Brasil registrou mais de mil mortes pela doença — um recorde que ultrapassou o anterior, no ano passado, de mais de mil óbitos.

Conforme levantamento do governo Luiz Inácio Lula da Silva, São Paulo foi o Estado com mais mortes por dengue em 2023 (286). No Pará, em 2023, houve uma morte. Com exceção do Acre, de Amapá e de Roraima, no ano passado, todas os Estados registraram mortes pela doença. Quanto às infecções, Minas Gerais é o Estado com mais casos em 2023, com 408 mil.

Espera-se 5 milhões de infectados neste ano, de acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, durante coletiva de imprensa, em dezembro.

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