Cursos de dentista presa em Goiânia custavam até R$ 10 mil

Presa sob suspeita de deformar o rosto de pacientes em procedimentos estéticos, a dentista Hellen Kacia Matias da Silva também atuava ministrando cursos de especialização.

Um deles, voltado à área de harmonização orofacial, chegava a custar R$ 10 mil por aluno, de acordo com a Polícia Civil.

As investigações dão conta de que os cursos técnicos ministrados por Hellen não têm reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). No entanto, os alunos tinham acesso a essa informação, que estava expressa no contrato.

Ainda assim, o cursos tinha como público-alvo profissionais da área da saúde, como médicos e cirurgiões dentistas, que, segundo a propaganda da professora, “buscam excelência em procedimentos invasivos”.

Hellen treinava profissionais para a realização de cirurgias faciais. Ela também ensinava técnicas de preenchimento facial, aplicação toxina botulínica, lipossucção, lipo enzimática, fios de sustentação e jato de plasma.

Em um dos materiais de divulgação do cursos, a propaganda dizia que “as técnicas ministradas levam o know how de Dra. Hellen Matias, que é referência nacional em harmonização orofacial”.

“Dra. Hellen Matias faz questão de pegar na mão do aluno e lhe passar segurança no momento do procedimento”, informa a publicidade no Instagram, onde a suspeita tem mais de 650 mil seguidores.

Segundo a polícia, profissionais de diversas partes do Brasil se matricularam nessas formações.

Em comunicado, o Conselho Regional de Odontologia (CRO-GO) disse que “medidas administrativas pertinentes estão sendo tomadas, obedecendo o devido sigilo aplicável ao caso”.

Entenda o caso

Hellen Kacia Matias da Silva foi presa preventivamente em Goiânia (GO), na terça-feira 30, por suspeita de deformar pacientes durante procedimentos estéticos que só podem ser feitos por cirurgiões plásticos.

A investigação iniciou-se em setembro de 2023, depois que a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) recebeu denúncias de que Hellen e outros três profissionais estavam exercendo ilegalmente a medicina.

Durante as primeiras buscas feitas no instituto coordenado por Hellen, a polícia encontrou diversos instrumentos cirúrgicos, anestésicos e medicamentos vencidos.

As advogadas Caroline Arantes e Thaís Canedo, que atuam na defesa da dentista, alegaram que a Justiça confundiu o procedimento realizado por ela, e que a prisão ocorreu de forma “arbitrária e injusta”.

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