Confederação israelita repudia ato antissemita em cidade da Bahia

A Conib e a Sociedade Israelita da Bahia partiram em defesa da empresária Herta Breslauer, vítima de uma ataque antissemita em sua loja, no município de Arraial d’Ajuda (BA). Em nota, as entidades denunciaram a “repugnante agressão contra uma comerciante judia” na cidade baiana, “pelo simples fato de ela ser judia”.

“Uma agressão covarde, antissemita, que deve ser investigada como crime de ódio e seguir o seu devido processo legal”, declararam as entidades. A Conib afirmou que irá acompanhar o processo, a partir do boletim de ocorrência (BO) feito pela empresária na delegacia local. O caso, portanto, já está entrando na esfera criminal.

“A vítima constituiu advogado próprio e já fez BO na delegacia local, porém as entidades estão acompanhando”, declarou a Conib.

Na noite de sexta-feira 2, Herta sofreu uma agressão e insultos de uma mulher, com sotaque espanhol, que derrubou procutos do estabelecimento e a xingou de maneira histérica. Entre as ofensas, a agressora proferiu frases como “assassina de crianças” e “maldita sionista”, além de ameaçá-la. Durante os insultos, a mulher foi contida por um homem.

Nas redes sociais, as agressões causaram indignação em boa parte dos usuários.
As ofensas da empresárias podem ser enquandras no crime de racismo. No Brasil, este tipo de atitude é crime inafiançável e imprescritível segundo a Constituição.

A Conib, no final da nota, reiterou que vem pedindo moderação e equilíbrio às lideranças do país “para não importarmos o trágico conflito em curso no Oriente Médio.”

No dia 7 de outubro, o grupo terrorista Hamas invadiu Israel, assassinou mais de 1,2 mil pessoas e sequestrou mais de 230. O país reagiu com uma incursão na Faixa de Gaza e foi criticado por parte da opinião pública, inclusive com manifestações antissemitas, repudiadas pela Conib.

“O antissemitismo deve ser condenado por todos, e sua explosão nos últimos meses aqui no Brasil e no mundo é consequência de visões odiosas e distorcidas sobre Israel e judeus manifestadas por personalidades e distribuídas pelas redes sociais. Isso precisa acabar para evitarmos consequências ainda mais graves.”

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