Condenado por corrupção, Sérgio Cabral lamenta estar longe do Carnaval

Condenado a mais de 400 anos por corrupção e outros crimes investigados na Operação Lava Jato, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral fez uma postagem em que lamenta não estar no Carnaval do Rio.

“Neste Carnaval, completo oito anos sem pisar na Sapucaí”, escreveu Cabral, no Twitter/X. “Daqui, torço pela minha Mangueira e oro por um carnaval de paz, alegria e muito amor.” Ele também compartilhou imagens de sua participação em carnavais passados ao lado de políticos aliados. Em uma das imagens, aparece ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), seu antigo aliado.

Cabral governou o Rio de Janeiro de 2007 a 2014. Em 2014, passou a ser investigado em um dos desdobramentos da Operação Lava Jato. Foi, então, condenado em 23 ações por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. As penas chegam a 425 dias.

Depois de ficar seis anos preso, ele foi solto em 2023. Primeiramente, foi colocado em prisão domiciliar, mas, depois foi autorizado a sair de casa, com o uso de tornozeleira eletrônica. Ele ainda recorre das condenações.

Sérgio Cabral tenta voltar ao cenário político

Sérgio Cabral
Imagem compartilhada por Sérgio Cabral nas redes sociais | Foto: Reprodução

Desde que obteve liberdade, Cabral tem aparecido no cenário nacional com publicações nas redes sociais. Em uma entrevista, declarou recentemente que pondera disputar uma vaga de deputado federal em 2026. “É um cargo que nunca exerci, e que eu gostaria de ver a pluralidade brasileira, conhecer mais o Brasil profundamente”, disse ao jornalista Eduardo Tahco, no podcast Papo com Cabral.

Pela Lei da Ficha Limpa, o ex-governador está impedido de disputar eleições, porque foi condenado em segunda instância e, portanto, está com os direitos políticos suspensos.

Em janeiro, ele recorreu ao STF para anular uma das condenações — a 45 anos de prisão — por corrupção. A defesa alega que o suposto crime teria sido cometido para favorecer sua campanha eleitoral e, por isso, deveria ser julgado na Justiça Eleitoral, e não na Justiça comum.

A petição, ajuizada no Supremo Tribunal Federal, tem fundamento em decisão proferida em caso semelhante ao seu, no qual o ex-ministro Ricardo Lewandowski anulou procedimento e determinou que fosse processado pela Justiça Eleitoral do Paraná. A defesa de Cabral também citou o caso do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, beneficiado por decisão do ministro Edson Fachin, que remeteu o processo à Justiça Eleitoral.

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