China Redefine Investimentos na América Latina para Atender a Seus Interesses

China Redefine Investimentos na América Latina para Atender a Seus Interesses

De acordo com o cientista político Márcio Coimbra, presidente do Instituto Monitor da Democracia e Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais; a expansão econômica da China pelo mundo, impulsionada pela iniciativa da “Nova Rota da Seda”, está redirecionando os interesses chineses na América Latina, com uma mudança notável no foco dos investimentos. Sob a liderança de Xi Jinping, a China adota uma abordagem mais assertiva e imperialista, utilizando sua economia como uma ferramenta de influência política a longo prazo.

Enquanto anteriormente os investimentos chineses na região latino-americana se concentravam principalmente em projetos de infraestrutura, como transporte e energia, agora há uma transição para setores considerados de “nova infraestrutura”, como fintechs, telecomunicações e transição energética. Essa mudança reflete uma estratégia de investimento mais direcionada, voltada para contribuir com o crescimento econômico da China e fortalecer suas posições estratégicas.

Os números mostram uma queda significativa nos investimentos diretos estrangeiros da China na América Latina. Depois de atingir uma média de US$ 14,2 bilhões por ano entre 2010 e 2019, os investimentos diminuíram para uma média de US$ 7,7 bilhões entre 2020 e 2021, chegando a US$ 6,4 bilhões em 2022. Essa diminuição reflete uma mudança na estratégia de investimento chinesa na região.

Os próximos passos da China na América Latina incluem investimentos em eletrificação de frotas, aquisição de ativos de lítio, expansão da tecnologia 5G e estabelecimento de bases domésticas para acesso ao mercado norte-americano. No entanto, a crescente influência chinesa na região também levanta preocupações sobre dívidas crescentes, vulnerabilidades econômicas e dependência excessiva dos países latino-americanos em relação à China.

A nova estratégia de investimento da China na América Latina reflete sua visão de mundo autocrática e seus objetivos de desenvolvimento, mas também levanta questões sobre as consequências econômicas e políticas para os países da região.

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