Brasil chega a meio milhão de casos prováveis de dengue

Nas primeiras seis semanas deste ano, o país já acumula meio milhão de casos prováveis de dengue, de acordo o Ministério da Saúde, comandado por Nísia Trindade.

Pelo registro oficial, até a segunda-feira 12, havia 512,4 mil casos prováveis, 340 mortes em investigação e 75 mortes confirmadas pela doença neste ano. Os dados constam do Painel de Monitoramento das Arboviroses, que também traz números de casos de Zika e Chikungunya.

O número é quase quatro vezes maior do que no mesmo período de 2023, quando havia 128,8 mil casos prováveis.

O Sudeste do Brasil acumula o maior número de casos — 60% — e Minas Gerais é o Estado com maior número de mortes por dengue até agora: 16.

Veja a lista dos Estados onde já ocorreram mortes por dengue neste ano:

  • Minas Gerais: 16
  • Paraná: 14
  • Distrito Federal: 13
  • São Paulo: 9
  • Goiás: 6
  • Santa Catarina: 5
  • Rio Grande do Sul: 4
  • Rio de Janeiro: 3
  • Espírito Santo: 1

Aqui segue a lista dos Estados com maior número de casos:

  • Minas Gerais: 171.769
  • São Paulo: 83.651
  • Distrito Federal: 64.403
  • Paraná: 55.532
  • Rio de Janeiro: 39.315
  • Goiás: 31.809
  • Espírito Santo: 14.107
  • Santa Catarina: 12.470
  • Bahia: 6.225
  • Rio Grande do Sul: 5.683

A maior incidência dos casos prováveis — número de casos por 100 mil habitantes — é no Distrito Federal, com coeficiente de incidência de 2.286. Em seguida, estão Minas Gerais, Acre, Paraná, Goiás e Espírito Santo.

Ministra descartou emergência para vacinar contra a dengue

ministério da saúde
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, e o presidente Lula, durante a Cerimônia de Lançamento da nova Estratégia para o Complexo Econômico-Industrial da Saúde – 26/09/2023 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse em entrevista coletiva na semana passada que “não faz sentido uma emergência nacional” agora, mesmo em meio ao aumento de mortes e contaminações por dengue, e que a vacina não é um “instrumento mágico”. “Neste momento, a nossa mensagem principal é prevenir e cuidar”, declarou.

No ano passado, o Brasil registrou 1.094 mortes pela doença, um recorde que ultrapassou o anterior, no ano passado, de 1.053 óbitos.

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