Atividade fraca da indústria confirma dificuldades econômicas da China

A atividade industrial da China apresentou queda em outubro. Isso diminuiu as expectativas de um aumento de momentum na segunda maior economia do mundo.

O índice oficial de compras de manufatura do país teve queda neste mês, ficando em 49,5. O número está abaixo das previsões e também atrás do resultado de 50,2 em setembro.

Além disso, o resultado negativo deste mês deu um “golpe adicional” aos formuladores de políticas públicas chineses, apesar dos resultados positivos do mês de setembro. Eles estão sob pressão para enfrentar uma desaceleração no setor imobiliário, que tem enfrentado diversos desafios.

Somado a isso, a China está em um momento economicamente crítico. O giganta asiático tem buscado impulsionar seu crescimento lento.

PIB da China cresceu acima das expectativas no terceiro trimestre

Apesar das dificuldades, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,9% neste terceiro trimestre. Tal percentual é bem mais do que o mercado esperava.

O crescimento não previsto aumentou as expectativas de que a economia do país estivesse em um ponto de inflexão. Antes, a baixa atividade pós-pandêmica havia desapontado as projeções.

“Até estes últimos dados, as coisas pareciam melhores”, disse Julian Evans-Pritchard, chefe de economia da China na Capital Economics. Ele sugeriu ainda que o setor de serviços estava “crescendo muito pouco”.

O Purchasing Managers’ Index (PMI) não industrial desta terça-feira, 31, ficou em 50,6. Um resultado positivo, mas de ritmo de crescimento mais lento desde o início do ano.

Robert Carnell, chefe de pesquisa Ásia-Pacífico na ING, afirmou que os números do PMI foram um “leve choque”. Além disso, ele disse que os números sugeriam que a economia estava “ainda enfrentando dificuldades”, apesar dos recentes resultados do PIB.

A economia da China vinha mostrando mais sinais de crescimento, expandindo 1,3% trimestre a trimestre. Bem acima da taxa de abril a junho, de apenas 0,5%.

Ademais, os números do PMI manufatureiro da China superaram a marca de 50 pontos em setembro. Isso depois de cinco meses consecutivos de queda.

Todavia, os dados decepcionantes de comércio, varejo e propriedades frustraram as expectativas de um boom econômico. Ele era esperado com a remoção das restrições da pandemia em janeiro.

O governo chinês estabeleceu um crescimento econômico de 5% para 2023. Este é o seu menor alvo oficial em décadas.

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Setor imobiliário enfrenta dificuldades

O setor imobiliário chinês voltou a ser foco nas últimas semanas. Ele vem enfrentando diversos obstáculos.

A Country Garden, uma das maiores empresas imobiliárias da China, recentemente anunciou default em suas dívidas internacionais. Ou seja, o ato de falhar em pagar suas obrigações ou dívidas.

A Evergrande, outra empresa chinesa imobiliária, também anunciou default dois anos atrás. Isso ajudou a desencadear uma crise de liquidez em todo o setor.

Os números oficiais mais fracos vão aumentar a pressão por mais estímulos fiscais de do governo chinês. Isso apesar de os formuladores de políticas terem facilitado ainda mais as condições monetárias do país.

A China vem cortando sua taxa de juros básica e liberando algumas restrições sobre compras de moradias. Tais restrições haviam sido projetadas para evitar o superaquecimento dos preços.

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