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Brasil em Pauta

Associação diz ‘não ser contra nem a favor’ das propostas do mercado sobre o rotativo

O rotativo é um tipo de crédito que pode ser oferecido aos clientes de cartão de crédito que não conseguem pagar a fatura por inteiro — isto é, o valor total dela.

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A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou uma nota, nesta quinta-feira, 9, em que afirma não ser contra nem a favor das propostas apresentadas pelo mercado sobre a questão do crédito rotativo.

O rotativo é um tipo de crédito que pode ser oferecido aos clientes de cartão de crédito que não conseguem pagar a fatura por inteiro — isto é, o valor total dela.

A divulgação da nota ocorreu um dia depois de o presidente da Abecs, Giancarlo Greco, dizer que colocar limitações ao parcelado — sem juros — fere o príncio da livre concorrência.

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“A Abecs entende que todas as ideias devem ser amplamente discutidas e analisadas tecnicamente”, informou a associação, em nota. “Mantemos nossa posição de não entrar no mérito de ser contra ou a favor, em relação a qualquer proposta já apresentada pelo mercado.”

O que o presidente da Abecs disse sobre o rotativo

Na última quarta-feira, 8, o presidente afirmou que, em reunião do Banco Central (BC), realizada na terça-feira, 7, a entidade havia apresentado propostas de “algumas mudanças estruturais, aperfeiçoamento do parcelado sem juro”.

“Mas colocar limitações ao parcelado sem juros fere o princípio do não tabelamento, da livre concorrência”, ressalvou Greco.

Greco também informou que a Abecs havia sugerido reduzir o prazo do rotativo de 30 para cinco dias, para abranger somente o “atraso curto”.

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O atraso curto se refere àqueles que não pagaram a fatura do cartão de crédito por esquecimento ou falta de tempo.

Na mesma nota, a Abecs reforçou que, na reunião da última terça-feira, com o BC, a associação apresentou para discussão uma nova proposta sobre o tema.

A nova proposta seria sobre a redução dos juros do rotativo do cartão de crédito. Ela deve ser analisada pela autoridade monetária.

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“O encontro se mostrou bastante propositivo, com foco no debate técnico, envolvendo os diversos participantes do setor e do varejo, na busca por se encontrar soluções viáveis, que enderecem a questão do custo do crédito para o consumidor”, alegou a Abecs

Discussão do rotativo tem evoluído de forma positiva

A Abecs acrescentou que o tema tem evoluído de forma positiva e, em breve, o BC deve convocar uma nova reunião.

O encontro seria para apresentar as análises da autoridade monetária, com base nas linhas de estudo sugeridas pelos participantes.

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O setor de cartões tem discutido uma solução para o embate dos altos juros do cartão de crédito.

Em outubro, o projeto de lei sancionado deu 90 dias para que as instituições financeiras tragam uma solução para discussão no Conselho Monetário Nacional (CMN).

Caso não tragam uma solução, as atuais taxas, que chegam a 450% ao ano (cobradas só por um mês) serão limitadas ao dobro do valor do principal da dívida.

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