‘As novas previsões catastróficas do Fórum Econômico Mundial’

Depois da reunião climática COP-28 realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em dezembro de 2023, acabamos de ter, em meados de janeiro de 2024, o encontro do Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos, região alpina da Suíça. Ali os maiores misantropos mundiais se reuniram para decidir quais serão as próximas mazelas a serem empregadas para mais controle e declínio da humanidade. Se as reuniões climáticas são os famosos carnavais fora de época, a reunião do WEF pode ser considerada como o Circo Mundial de Horrores.

A diligência na sequência de reuniões, uma atrás da outra, mostra que há uma pressa voraz em se implementar todo um plano de pânico, terror, fome e miséria, baseados em informações estapafúrdias e visões apocalípticas toscas. Muitos destes cenários “proféticos” foram meticulosamente planejados, como, por exemplo, o da fome generalizada que “vai acontecer por causa de mudanças climáticas”. Para entendermos como estão as coisas nesta área específica, basta observarmos os protestos de agricultores que se espalham por toda a Europa e que são devidamente abafados pela mídia nacional. Só na Alemanha, há quase um mês, os manifestantes do campo têm tomado as cidades, as vias públicas e as estradas com seus tratores e caminhões, demonstrando quanto estão dispostos a resistir aos engendramentos disseminados pelo WEF.

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Para os ativistas deste fórum insidioso, que já perpetua desde 1971, ano anterior ao Clube de Roma, a lógica de seus posicionamentos emblemáticos parte de premissas falsas, sempre voltadas para resultados ruins. Vejamos que a “fome mundial” ocorrerá por causa de um “clima alterado”, cuja mudança ocorre pela existência da agricultura. Então, se reduzirmos as atividades agrícolas, “consertamos o clima” e deixamos de ter fome, mesmo reduzindo o que teremos para comer! Em qualquer outro tempo, camisas-de-força e psiquiatria resolveriam o problema, mas, atualmente, os manipuladores do discurso têm se aproveitado da cegueira dos desavisados para irem avançando com a sua agenda.

Sempre advertimos a todos que o Fórum Econômico Mundial, seus organizadores e diversos de seus “porta-vozes” não têm legitimidade para decidirem absolutamente nada no prosseguimento das nossas vidas, do bom andamento do mundo e das suas nações. Em outras palavras, ninguém os escolheu! Esses faraós se autodenominaram controladores e salvadores de toda a humanidade, sem que isto lhes fosse pedido. Na verdade, eles se impuseram como uma autoridade, pomposa e soberba, falseando um papel elitizado do qual não possuem, mas acabam convencendo, através da sua influência midiática e das classes políticas de todo o mundo que se submetem a sua feitoria, que eles realmente têm legitimidade para decidir as estratégias geopolíticas mundiais. Da classe política mundial, em especial, quanto mais ela se aproximar de governanças na forma ditatorial, suprimindo direitos fundamentais do homem, melhor.

E, para realizar este teatro, o WEF trabalha da mesma maneira que outros órgãos políticos burocráticos mundiais, como a ONU e suas comissões. Em sua arrogância, travestem-se com o manto sacerdotal do cientificismo, realizando relatórios tão esdrúxulos quanto os do IPCC (Painel do Clima), IOTP (Painel do Ozônio), IPBES (Painel da Biodiversidade) e outros semelhantes. Como no caso do WEF é generalizar o pânico global, seu relatório é um verdadeiro balaio de gatos enfurecidos, realizado por diversas comissões setoriais que vão descrevendo as mais mirabolantes hipóteses.

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Chamado de “Relatório de Riscos Globais”, o compêndio é confeccionado há quase duas décadas por pessoas que transitam pela “equipe” de “Pesquisa Global de Percepção de Riscos” (GRPS, em inglês). São nomes e siglas pomposas para darem um ar de sofisticação. Mas atenção agora, porque a sua fonte de dados originais é o próprio Fórum Econômico Mundial, ou seja, é um enlatado! Eles concluem o que eles mesmos querem (TGRR, p.5, 2024).

Neste ponto, começamos a nos questionar o que um relatório deste contém de tão importante. Pois bem, em sua 19ª edição (2024) ele deixa claro que é uma coletânea de insights (uma espécie de entendimento súbito de algo ou de uma determinada situação) de 1.490 pessoas, relatadas como especialistas e pertencentes à academia, a empresas, a governos, à comunidade internacional e à sociedade civil. Suas respostas sobre cenários de “riscos globais” que estariam em evolução foram coletadas em pouco mais de um mês e ordenadas para compor o relatório.

Daqui em diante, já podemos despi-los do manto sacerdotal do cientificismo e passamos a vesti-los com o manto “profético”. Afinal, seus insights não passam de elucubrações e percepções de suas visões de mundo distorcidas, vistas de seus pedestais, e dos planos que as envolvem. Isso direciona as situações para um determinado ponto que querem atingir, e não porque o destino os levaria até lá.

Como deixam bem claro, são cenários. Portanto, são desenhos, simulações, fantasias. Em essência, são especulações, mas, para o caso do WEF, há uma necessidade de que tais cenários ocorram, especialmente para se angariar mais poder, concentrando-o. Desta forma, eles são desenhados e relatados para propagar o pânico, pois as pessoas descontroladas, entregam-se facilmente para aqueles que falsamente se mostrarão como mentores de visão privilegiada, mas curiosamente sempre voltados para o mau. Assim, torna-se óbvio que as pessoas escolhidas para “relatarem seus insights” terão o discurso afinado com o propósito de se cumprir os objetivos.

Um exemplo prático trazido no evento deste ano foi o painel que abordou o tema sobre saúde. Eles afirmaram que teremos em breve uma nova pandemia e que o novo vírus, chamado de “X” (porque ainda não tem nome) será mais letal que o anterior em 20 vezes. Nos perguntamos como é possível estabelecer tais conclusões sem nenhum embasamento científico? Nota-se claramente que as especulações de cenários são apresentadas como altamente prováveis, deixando no ar a desconfiança de que não se tratam de suposições, mas de planejamentos engendrados, como o caso anterior da fome. Pandemias são eventos históricos raros, inclusive devemos lembrar que, para que a última fosse assim declarada pela OMS, houve a necessidade de uma correção conceitual, bem mais simplista, só que isto ocorreu cerca de dez anos antes! Planejado?

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Um exemplo prático trazido no evento deste ano foi o painel que abordou o tema sobre saúde | Foto: Divulgação/Fórum Econômico Mundial

Também é interessante observar o que o relatório define como “risco global”. Eles o conceituaram como a possibilidade da ocorrência de um evento ou condição que consumiria uma proporção significativa do PIB global, da população ou dos recursos naturais. Neste ponto fica clara a transferência de recursos públicos às grandes instituições privadas, a redução da população mundial e, é claro, o controle dos recursos naturais planetários, evitando que haja a sua escassez, em um mundo abundante.

Dentro desta premissa, eles especularam conjecturas para daqui um ano (como alertamos, a agenda urge), dois anos e dez anos. Embora a maior parte das respostas tenham abordado, como não era de se admirar, as questões referentes ao clima e suas bobagens, o que de fato culminou como preocupação número um na lista dos dez maiores “riscos globais” para daqui dois anos não foram essas questões, mas o tema das informações erradas ou a desinformação.

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Este ponto simplesmente nos sinaliza que o WEF pretende estabelecer como meta urgente o controle total e pleno das narrativas midiáticas. A questão de termos canais alternativos de informações que fogem do “statu quo” estabelecido pela rede mainstream é um problema para eles conseguirem o discurso hegemônico necessário. É o controle da Verdade não estabelecido pela Verdade, mas pela “verdade” escolhida para fazer esse papel para atender aos interesses. Assim, os questionamentos deverão ser tratados apenas como informação errada ou desinformação, não se abrindo nunca espaço para amplas discussões, extremamente necessárias para a escala envolvida. Todos os dissidentes são rapidamente rotulados de “negacionistas” ou propagadores de notícias falsas, não se avaliando o âmago da questão. Não nos surpreende que a “polarização da sociedade” esteja no terceiro lugar dos “riscos globais” para dois anos, logo após os eventos meteorológicos extremos (que não são clima).

Ainda segundo o relatório, o quadro muda de forma mais radical para dez anos, elencando os quatro primeiros “riscos globais” como problemas de natureza ambiental, também sinalizando que o ambientalismo estará nas mais altas pautas para se fazer qualquer coisa que seja e coloca a desinformação para o quinto lugar. Esses quatro “riscos globais” envolvem as bobagens típicas dos eventos meteorológicos extremos, as fantasiosas mudanças críticas nos sistemas terrestres, a perda de biodiversidade com a patética hipótese de colapso dos ecossistemas e, é claro, a escassez de recursos naturais, renovando e elevando Malthus a um alto patamar para que se possa realizar o controle mundial destes mesmos recursos.

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Ainda segundo o relatório, o quadro muda de forma mais radical para dez anos | Foto: Divulgação/Fórum Econômico Mundial

Vale ressaltar que, em ambas as conjecturas (dois e dez anos), a poluição ficou no décimo lugar, trazendo a dúvida se esqueceram propositadamente de relacionar o gás da vida, CO2, como poluente, ou se varreram para baixo do tapete as verdadeiras questões ambientais. Se não for esta última opção, deixamos os questionamentos aos “especialistas” consultados: como estaria o “causador” dos quatro primeiros “riscos globais” no décimo lugar? Causa e consequência invertidos?

E como mencionamos inversões, devemos lembrar do que escreveu o jornalista Peter Goodman, em seu livro Davos Man. Ele descreveu o quanto é contraditório que bilionários e sujeitos autointitulados como a elite da humanidade, sempre apontados como os maiores causadores dos piores problemas no mundo, estejam agora preocupados em resolver esses mesmos problemas, indicando a si mesmos como seus solucionadores. Trata-se da velha receita de bolo na forma de “causei o problema, mas vendi a solução”, típicas de testas-de-ferro, como o bilionário Bill Gates e sua fundação. Dentro destes paradoxos, não podemos esquecer de descrever a hipocrisia destes mesmos sujeitos que propagam a falsa crise climática. Todos chegam de avião e, muitos deles, com seu jato particular.

Vale lembrar que o relatório de 2024 cita que o mundo passará por importantes eleições neste ano. Menciona também que, em 2025, em países economicamente significativos, como os EUA, a Índia e o Reino Unido, incursões do ciberespaço podem ser um “risco global”, aumentando a propagação de informação falsa e aumentando a polaridade na sociedade (os outros dois “riscos globais”). Isso levaria os governos a cada vez mais censurarem e controlarem o livre fluxo de informação. Oras, mas aqui estamos simplesmente vendo outra contradição, porque é justamente isto que eles almejam. Tais situações já ocorrem em países considerados como “altamente democráticos”, como a França e o Brasil, quando plataformas da internet, como o Rumble, por exemplo, já não estão mais acessíveis diretamente pela população pelos programas de navegação.

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Contudo, não é apenas este o problema, pois o relatório nos faz ter a percepção que o próprio processo eleitoral não seria mais confiável por causa destas hipotéticas interferências no entendimento das pessoas, pois elas estariam desvirtuadas e provavelmente elegendo quem não é saudável ao planeta (ou a Agenda). Em outras palavras, estão tentando deslegitimar eleições através de subterfúgios especulativos para promover ditaduras. Isso não nos soa estranho quando lembramos do pronunciamento da antropóloga Karen Christiana Figueres Olsen, em janeiro de 2014, quando exercia o cargo de secretária-executiva da ONU para as “Mudanças Climáticas”. Ela declarou, em entrevista à Bloomberg News, que as democracias são um tanto danosas para aprovação de legislações contra o “aquecimento global”, deixando claro que regimes políticos, como o chinês, são os melhores para estas questões ambientais. Karen omitiu, com toda a naturalidade, que aquele país é um dos maiores emissores de CO2. Ela foi uma das responsáveis diretas pela concretização do demoníaco Acordo de Paris de 2015, que exige “desenvolvimento sustentável” com energia “renovável”. Ainda trabalhou, desde 2017, no Conselho da Acciona. Trata-se de uma empresa espanhola de desenvolvimento e administração de infraestruturas básicas, como água, concessões em energia, especialmente as “renováveis”, entre outros tipos de serviços — algo muito parecido com o Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA.

Enfim, entre uma seção e outra deste circo, onde eles acham que somos os palhaços, vamos observando os passos que são dados. Enquanto os pomposos faraós e falsos profetas deste tempo executam seus planejamentos e abominações contra a humanidade, continuamos a testemunhar como todos esses ardis de falsa engenharia social acabam tropeçados, mal executados e fadados aos diversos fracassos. Isso só nos mostra quanto os filhos da serpente são sempre envergonhados com suas “previsões” de catástrofes, as quais nunca acontecem, ano após ano. Eles cercam pela esquerda, eles cercam pela direita, mas Deus abre um mar para providenciar o escape, e, quando não abre, você passará andando sobre as águas. Por isso, não se preocupe que nada saiu do Seu controle. Claro que muitos ainda estão adormecidos para tudo o que ocorre ao seu redor, mas a constante busca pela Verdade trará cada vez mais despertos e livres. Afinal, “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32). Abençoada seja esta revista por nos permitir ajudar neste processo.

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