Alunos grevistas processam USP para tentar evitar reprovação por faltas

O Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade de São Paulo (USP) ajuizou uma ação contra a instituição para evitar que alunos grevistas sejam reprovados por faltas. A paralisação começou em 21 de setembro como protesto por falta de professores, mas, mesmo com o início da contratação, o movimento não foi encerrado.

“A ação foi feita em resposta à circular absurda enviada pela Pró-Reitoria de Graduação, a qual não só possibilita a reprovação e expulsão em massa dos estudantes, mas também se mostra como uma tentativa de cercear o direito à manifestação e ao estudo”, afirmou o DCE em publicação nas redes sociais.

Na quinta-feira 26, a reitoria da USP comunicou que o calendário acadêmico não seria alterado e que a partir da sexta semana de paralisação, os estudantes não teriam mais como repor as aulas. Com isso, os estudantes grevistas seriam reprovados.

Em protesto, um grupo de estudantes invadiu um prédio da USP que faz parte dos blocos usados antigamente com moradia estudantil. O imóvel continua ocupado pelos grevistas, informou a USP.

Entre os pedidos do mandado de segurança coletivo ajuizado pelo DCE da USP, estão:

  • a suspensão do ofício da Reitoria que decidiu não abonar as faltas dos grevistas;
  • o cálculo do porcentual de frequência com base na matéria efetivamente ministrada e não no calendário curricular não cumprido;
  • e uma ordem para que todas as unidades da USP apresentem um plano de reajuste do calendário curricular para garantir que todos os grevistas possam repor as aulas.

A reitoria da USP afirmou que “caberá a cada docente, em consonância com sua unidade, consolidar a frequência dos estudantes no semestre, levando em consideração as situações específicas”, o que reafirma “a autonomia dos professores e a disposição da reitoria para soluções de consenso”.

Ainda estão paralisadas a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), além do curso de Geografia. As demais 40 Escolas e Faculdades, em todos os campi da USP, encontram-se com atividades acadêmicas normais de graduação, de pós-graduação, de pesquisa, de cultura e de extensão universitária, informou a USP.

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