Agricultores Paralisam Paris em Protesto pela Política Agrícola Comum da União Europeia

Nesta segunda-feira (29), agricultores da França cumpriram com a ameaça de bloquear as principais vias de acesso à capital e cercar Paris. O movimento ocorreu simultaneamente à reunião do gabinete de crise comandada pelo presidente Emmanuel Macron.

Protesto dos agricultores

A Federação Nacional de Sindicatos dos Exploradores Agrícolas (FNSEA) e os Jovens Agricultores (JA), duas das maiores organizações agrícolas do país, lideraram a ação, que contou com centenas de tratores bloqueando estradas. Após menos de duas horas do início desses bloqueios, pelo menos oito ocorrências do tipo foram relatadas na Ile de France, região onde fica a capital francesa. A Coordenação Rural orquestrou um comboio de tratores que percorreu a estrada de Agen, localizada entre Bordeaux e Toulouse, até Paris. A intenção do grupo era bloquear o acesso à central de abastecimento de Rungis, nos arredores da cidade.

Resposta do governo francês ao protesto

Gérald Darmanin, ministro do Interior francês, alertou neste domingo (28) que as forças de segurança iriam intervir caso os protestos avançassem sobre a capital ou os aeroportos de Orly e Charles de Gaulle. Uma unidade da polícia antidistúrbios já se posicionou ao redor da central de abastecimento de Rungis, a maior da França.

Diante da crescente pressão, o governo francês promoveu uma reunião no fim da tarde de segunda-feira, liderada pelo presidente Macron. Marc Fesneau, ministro da Agricultura, prometeu uma nova leva de medidas para os agricultores no prazo de 48 horas. Macron também pretende discutir essa crise agrícola na cúpula europeia da próxima quinta-feira (1º).

Demanda dos agricultores

As reivindicações dos agricultores giram em torno da Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia, que exige a destinação de 4% das terras para manutenção de pousio. Além disso, a categoria demanda a limitação da entrada de produtos ucranianos no bloco, uma medida autorizada para apoiar Kiev frente à invasão da Rússia. Aliado às insuficientes políticas de apoio interno, estes fatores contribuem para a escalada dos protestos na França, que aprecia um dos campos mais produtivos da Europa.

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