Agricultores da Espanha e da Itália protestam contra ‘agenda verde’ da União Europeia

Agricultores da Espanha e da Itália se juntaram aos protestos contra a “agenda verde” da União Europeia (UE). Os espanhóis começaram a protestar na última terça-feira, 6. Já os italianos se mobilizaram nesta quinta-feira, 8. 

Os agricultores da Itália estão a caminho de Roma. Eles preparam uma grande manifestação na capital italiana, na sexta-feira 9, em frente ao Parlamento.

Segundo o portal Euronews, espera-se que haja cerca de 2 mil tratores em Roma. Alguns ruralistas viajaram por mais de dez horas para chegar à capital.  

“Temos de agir e fazer-nos ouvir”, disse o agricultor italiano Maurizio Senigagliesi, durante o protesto, ao jornal europeu. “Caso contrário, poderemos ter de encerrar todo o setor.”

Outro agricultor, Davide Guarguaglini, diz que é o momento certo para fazer com que o governo ouça suas reivindicações. “Nunca nos ouviram”, disse. “Nunca pensei que chegasse a este ponto. Mas foi isso que decidimos. Não podemos sair daqui de mãos vazias. Temos de conseguir alguma coisa, não podemos continuar assim.”  

Agricultores da Espanha reuniram cerca de 4 mil tratores nos protestos

Já os agricultores espanhóis conseguiram reunir cerca de 4 mil tratores. Eles protestam sob o lema: “Sem agricultura e sem gado, sua mesa ficará vazia”. 

Na última terça-feira, 6, o Ministério da Agricultura da Espanha divulgou um comunicado. A nota diz que o “governo, que é o que mais apoia o setor com ajudas importantes, assim como medidas laborais e fiscais, continua trabalhando para apoiar os agricultores”. 

“O governo respeita absolutamente o direito de manifestação do setor agrícola”, diz a nota. “E condenamos qualquer ato de violência ou coação.”

Políticas ambientais contra os ruralistas

Agricultores italianos
Os agricultores espanhóis conseguiram reunir cerca de 4 mil tratores nas manifestações | Foto: Reprodução/Twitter/X

Um dos principais motivos dos protestos dos agricultores europeus são as políticas ambientais que foram propostas pela UE. Essas normas pretendem proibir o uso de fertilizantes nitrogenados, de pesticidas e de antibióticos nas plantações. 

De acordo com o órgão europeu, esses produtos químicos contaminam a água subterrânea. Além disso, reclamam do aumento dos custos de produção — como o aumento dos impostos sobre o diesel.

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